24/01/2017 às 20h18min - Atualizada em 24/01/2017 às 20h18min

Paleoartista ilustra linha de brinquedos educativos com o tema dinossauros e pré-história

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Rodolfo Nogueira[/caption]

Nos fundos de casa, no bairro Boa Vista, o Paleoartista Rodolfo Nogueira nos recebe, no próprio ateliê.

"Café?", pergunta, oferecendo gentilmente a bebida na caneca de dinossauro. O cômodo é relativamente pequeno, mas suficientemente espaçoso para que o jovem artista transforme a paixão pela paleontologia, em trabalho.

Rodolfo esconde a personalidade descontraída atrás dos óculos que lhe conferem um ar de introspecção. “Acabei de superar a crise dos 30, me sinto um garoto e posso fazer tudo agora”, brinca.

As ilustrações feitas no computador, revelam a aparência de como eram animais que viveram no planeta há milhões de anos. Foi assim para reconstruir a imagem do Campinasuchus dinizi , menor crocodilo entre parentes brasileiros conhecidos. A espécie habitava o planeta há cerca de 90 milhões de anos.  O Paleoartista também desenhou a Maniraptora, um dinossauro emplumado que viveu há 70 milhões de anos.

Ilustrar esses pré-históricos com base em pesquisas científicas já faz parte da rotina de Rodolfo. Desafio mesmo, foi criar desenhos para uma linha de brinquedos educativos sobre o tema. “Conheci um professor da USP de São Paulo que me propôs desenhar para crianças, e achei maravilhoso! Fizemos ajustes nos traços que deixaram de ser tão refinados e realistas para serem lúdicos, divertidos, porém coerentes; uma empresa licenciou o produto”.

O desenhista era apenas um menino quando descobriu o significado da palavra Paleoartista: o artista que recria animais extintos. A partir daí não teve dúvidas, todo trabalho na escola, tinha como tema dinossauros. Naquela época, muita gente levou na brincadeira, mas o assunto ficou sério, virou negócio e requisitado.

No Brasil, por exemplo, hoje são cerca de cinco profissionais que atuam na área. “A criança em mim sobreviveu para trabalhar nesse projeto, imaginei como elas gostariam que fosse cada detalhe”. A linha de brinquedos  que está à venda em lojas especializadas e papelarias inclui carimbos, dominó, quebra – cabeça, livro de colorir, e até uma placa que reflete a imagem do desenho em outro papel, tudo para ajudar a criança a reproduzir a figura.

Diversão e aprendizado para divulgar o universo dos jurássicos, numa grande viagem cronológica, desde o passado com a história das espécies, fazendo um pit stop no presente, mas de olho na geração do futuro, que vai poder conhecer um pouco mais sobre esses gigantes! “Sou uma fábrica de sonhos, termino um e já tenho mais dez engatilhados; seria um orgulho, meus filhos brincarem com meu próprio brinquedo, provando que ciência e arte evoluem junto para educar”, finaliza.


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