21/01/2017 às 20h56min - Atualizada em 21/01/2017 às 20h56min

Radares serão reativados em março

A fiscalização de trânsito com radares, suspensa há quase dois anos em Uberaba, será retomada em março. A informação é do secretário municipal de Trânsito, Wellington Cardoso Ramos. “Os radares são uma ferramenta necessária para coibir excesso de velocidade, avanço de sinal e outras infrações perigosas para motoristas e pedestres”, ressalta.

Conforme levantamento da Sedest (Secretaria de Desenvolvimento Social, Trânsito e Transporte), são registrados, por dia, em média cinco acidentes com vítima e dez sem vítima na cidade. Os radares ajudariam a diminuir esses números.

Os equipamentos foram desativados em março de 2015, quando terminou o contrato com empresa de Belo Horizonte responsável pelo serviço. Agora, a gerência passa para a Codiub (Companhia de Desenvolvimento de Informática de Uberaba, autarquia ligada à Prefeitura).

“A contratação deve ser efetivada até março. Com a Codiub esperamos também diminuir os custos”, afirma o titular da Sedest. A economia real ainda não foi mensurada, pois os preços pela operação ainda não foram definidos. Até lá, a PMU estuda com a Polícia Militar em que pontos os aparelhos serão colocados.

Segundo Ramos, serão instalados 20 dispositivos fixos e até dez móveis. Ele desmente as mensagens que circulam em redes sociais e aplicativos de conversa, dando conta que 23 radares seriam religados a partir de 2 de janeiro, chegando a 45 em fevereiro. “Tudo mentira da internet”, diz o secretário.


“Educação no trânsito deve vir desde criança”

O chefe da seção de Educação no Trânsito da Sedest, Hélio Reis dos Santos, comenta que o radar é uma forma de fazer o motorista respeitar as leis de trânsito. “Sabemos, por experiência, que a maioria só obedece quando sente no bolso”, assinala.

Para ele, os aparelhos fiscalizadores agem como “inibidores” e não deveriam sequer ser indicados. “Em minha opinião, não deveria haver o aviso do radar, porque muitos só respeitam a velocidade naquele trecho. Se eu passo em uma via e sei que é fiscalizada, mas não exatamente onde, vou ter que andar dentro do limite o tempo todo”.

Santos destaca a importância da educação no trânsito desde criança, para mudar a cultura dos motoristas. “A criança é verdadeira, nas palestras elas falam que os pais dirigem usando o celular ou depois de beber. Por isso, defendemos a educação e o respeito às regras desde cedo, para mudar a cultura dos adultos. Você tira o radar e o motorista volta a correr. Ou, onde tem radar, o motorista diminui e depois acelera de novo. Tem indústria de multa? Não concordo, mas se acham que tem, vamos acabar com ela, é só cumprir as leis”.


Sem vigia, motoristas “pisam fundo”

De acordo com a Prefeitura, os radares vão coibir os excessos e atender aos pedidos da comunidade – seriam mais de 4 mil solicitações registradas de instalação de redutores de velocidade (lombadas).

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Júlio Oliveira[/caption]

O mototaxista Júlio Oliveira, o Mineirinho, não gostou da notícia da volta dos radares. Ele vai ter que se reacostumar com as câmeras. “Não concordo com radar, por distração você pode passar do limite e tem que pagar. Pra mim radar não é por segurança, é para arrecadar. Se for ter, tem que ser sinalizado com placas, e não escondido”, comenta Mineirinho, que já teve o dissabor de ser multado duas vezes, no mesmo dia, com pouco espaço de tempo entre elas, na avenida Dona Maria Santana Borges, na ida e na volta. Um colega dele entra na conversa e lembra quando foi “pego” pelo radar que havia na avenida Leopoldino de Oliveira com a rua Senador Pena – o dispositivo fazia o “serviço completo”, flagrando excesso de velocidade, avanço de sinal e de faixa.

Basta prestar atenção ao trânsito em algumas vias, por poucos minutos, para constatar que, sem a vigia dos radares, os motoristas “pisam fundo”. Reportagem do UP viu que é comum, além do excesso de velocidade, condutores cometendo infrações como avanço de sinal ou retorno em local proibido.

Na avenida Guilheme Ferreira, após a avenida Orlando Rodrigues da Cunha (sentido centro-bairro), há um radar que não está funcionando. Não é preciso o monitoramento para notar a alta velocidade de muitos carros e motos, apesar da proximidade com uma curva – o limite no trecho é de 60 km/h.

Na avenida Fidélis Reis, onde existia um radar pouco antes da rua Padre Zeferino, é comum os veículos darem uma acelerada a mais para aproveitar o sinal amarelo – mas muitos, talvez sabendo que não há fiscalização, acabam cruzando no vermelho. (WGJ)


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