21/01/2017 às 19h11min - Atualizada em 21/01/2017 às 19h11min

Moradores reclamam de falta de iluminação e campo abandonado

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População improvisa jardim onde só tinha mato ao lado da rodovia; nos espaços de esporte, matagal e alambrado destruído[/caption]

No Conjunto Margarida Rosa Avezedo, mais conhecido como Volta Grande, moradores reclamam da iluminação precária na praça Leontina Nascimento e na rua Rosa Bessim Frange. Outra queixa da comunidade é o campo de futebol do bairro, que encontra-se abandonado: parte é de terra, parte é de grama tão alta que não dá para jogar.

A rua Rosa Bessim Frange é a última do bairro, já na “divisa” com a BR-050, e só um dos lados dela tem casas e postes. Do outro lado, apenas algumas partes tem passeio, e a iluminação fraca é motivo de preocupação. “Não saio de casa à noite, já fui assaltado aqui”, conta o aposentado Benedito Alípio da Silva.

Em meio ao mato nos pontos onde não tem calçada, alguns moradores improvisaram jardins e bancos para dar um aspecto mais agradável ao local. Mas, entre a vegetação, tem quem use o lugar como “esconderijo”. É o que afirma uma dona de casa que mora no bairro. “Aqui fica cheio de ‘maconheiro’, lá na praça é a mesma coisa, não tem iluminação, ficam fumando no escuro. Um colega leva o outro e vão entrando nessa vida, os jovens vão na influência do outro. Meu neto mesmo já usou, mas saiu dessa graças a Deus”, declara a senhora, que pede para não ser identificada. “Se souberem que eu falei, vêm aqui cortar meu pescoço”, afirma. Ela diz que as pessoas de bem se sentem impotentes diante de algumas situações.

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Benedito Alípio da Silva[/caption]

“Outro dia tinha um cara ali nos bancos se masturbando, no meio do jardim, em plena tarde, e ninguém tem coragem de falar nada, com medo dos bandidos”, desabafa.

Outra moradora que também não se identifica reclama da situação em que está o espaço que deveria ser uma área de lazer e esporte, na praça Leontina Nascimento. Além do estado do campo de futebol, o alambrado foi partido em vários pontos. Um parquinho foi coberto pelo mato. E a quadra ao ar livre não tem as traves – o jeito é brincar só com golzinhos improvisados. “Aqui deveria ser uma opção de lazer, principalmente para as crianças. A associação do bairro faz eventos, tem que pegar o dinheiro e investir”, fala a vizinha da praça.


Sem verba, presidente da associação tenta parcerias

Presidente da associação dos moradores do conjunto há três anos, o cabeleireiro Adior Batista, o Dior, declara que a entidade não tem recursos, por isso, busca parcerias para as necessidades do bairro.

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Adior Batista[/caption]

Ele apresenta ofícios pedindo aos órgãos públicos melhoria na iluminação e reparo nos buracos das ruas, e também fotos que moradores postam nas redes sociais mostrando os problemas, como a escuridão às margens da rodovia.

Dior afirma que a única verba que a associação tem é da cobrança do aluguel da quadra coberta, que cobra pelos horários da noite para jogar futebol society. O dinheiro é usado em pequenos serviços, como pintura da quadra. “A lanchonete da associação funciona em comodato, o comerciante fica responsável pela limpeza da praça e paga a energia da sede”, explica.

O líder comunitário lembra que já conseguiu algumas conquistas, como a mudança no sistema de funcionamento do ecoponto. “Antes botavam fogo no lixo, pedimos e agora toda sexta recolhem e levam. É mais fácil botar fogo, mas é uma área perto da creche, e podia alastrar o fogo pra mata, como já aconteceu”.

Sobre o campo de futebol, Dior pediu o conserto do alambrado para a Prefeitura, e vai pedir também que retirem a grama e coloquem areia. “Continuam jogando na terra, e lá venta muito, os comerciantes reclamam da poeira. A malandragem não quer respeitar, não quer saber de tela, quer entrar e sair a hora que quiser. Se você plantar uma grama tem que respeitar, dar um tempo, jogar só fim de semana. Por isso seria melhor fazer uma quadra de areia, a grama não suporta jogar todo dia, mas areia aguenta, e não teria o problema do vento espalhar”, comenta o dirigente, que tenta também parcerias com empresas privadas para a construção de um muro até meia altura, no lugar da tela, com a propaganda das empresas nas paredes.

O cabeleireiro nega que a praça do bairro seja ponto de desocupados. “Antes tínhamos o programa Segundo Tempo, mas parou, dizem que o Governo Federal cortou a verba, e mesmo assim buscamos pessoas do bairro para oferecer atividades para as crianças, tem futebol, capoeira e dança. Todas as tardes as crianças estão ocupadas aqui”, finaliza o presidente da associação.(WGJ)


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