13/01/2017 às 18h47min - Atualizada em 13/01/2017 às 18h47min

Macacos comem frutas e se divertem em casa de motorista

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Sílvio Ávila Rodrigues[/caption]

É rotineiro. A visita inusitada de três macacos a casa do motorista Sílvio Ávila Rodrigues, no Conjunto José Vallim de Melo, em Uberaba, ocorre várias vezes ao dia. Segundo o motorista, os animais vêm em busca de comida. “São três micos, costumam ficar na árvore, mas também passeiam lá dentro de casa, já viraram hóspedes aqui”.

Mas nos últimos dias, Sílvio decidiu solicitar a captura dos animais a Polícia Ambiental, porque ficou preocupado com a notícia sobre a investigação da morte de dois macacos na zona rural de Sacramento,  a 80 km de Uberaba. “Eu ouvi a notícia e como a situação sobre a febre amarela tem sido muito comentada pelos lados de lá de Minas, fiquei com receio de receber os bichos aqui; vou sentir falta deles, mas pedi que a Polícia Ambiental faça o recolhimento deles”.

O motorista diz que se apegou aos animais e compra quilos de banana maçã para alimentá-los. São dois machos e uma fêmea, mesmo assim todos são chamados pelo mesmo nome: Francisco.

Mas de acordo com o médico veterinário Cláudio Yudi, os animais que têm visitado a cada do morador são da espécie Mico – de – tufo – preto ou tufo - branco. Ainda conforme explica o veterinário, não há motivos para preocupação, nem alarde. “Os casos que estão sendo investigados estão todos praticamente no nordeste de Minas Gerais, onde há muitos locais de mata fechada, onde o mosquito que transmite a doença tem mais acesso a primatas, que são hospedeiros do vírus,  mas é praticamente improvável por enquanto algum caso do tipo na nossa região”.

Yudi explica que a  espécie, não é um grande transmissor , e que o motorista pode continuar cuidando dos animais, já que para captura-los é necessário  uso de armadilhas e se não estão causando transtornos, não há razões para captura, privando os animais da natureza.

“Se ele parar de alimentá-los, os miquinhos vão embora, depende dele; aqui no Triângulo Mineiro, a população de macacos é muito pouco se comparado a regiões onde o surto foi registrado, não se pode alarmar a população por conta disso”, finalizou.


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