13/01/2017 às 16h52min - Atualizada em 13/01/2017 às 16h52min

Após picada de cobra, cooperativa adotará medidas de segurança

Presidente da Cooperu, a Cooperativa dos Catadores de Materiais Recicláveis de Uberaba, José Eustáquio de Oliveira, disse que após incidente com um dos cooperados que foi picado por uma cobra, passou a orientar melhor os catadores sobre uso de equipamentos de segurança e vai reforçar a limpeza no local. “Em todos esses anos isso nunca havia acontecido, mas diante da situação conversei com o pessoal e pedi que se atentem mais ao uso de luvas e tenham cuidado, nós também estamos desbastando mais as áreas de depósito para evitar novas situações como essa”.

A Cooperu recolhe cerca de 5 mil quilos de material reciclável  diariamente. Material que é armazenado em bags, grandes sacos industriais, local onde a cobra estava abrigada. “Há realmente muitas cobras nesse local, estamos numa região próximo de mato, mas isso nunca havia acontecido; contamos sempre com ajuda da Vigilância Sanitária para manter o local em condições de trabalho”, finalizou José Eustáquio de Oliveira.

Mayron Eduardo Targino, 19 anos, foi picado em uma das pernas por uma serpente da espécie jararaca, na tarde desta quinta-feira(13), na área externa da cooperativa onde trabalha há pouco mais de um ano, no Distrito Industrial I.

O jovem foi levado para uma UPA, Unidade de Pronto Atendimento, no bairro São Benedito e lá foi informado que a referência nesses casos é o Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro.

Pacientes que estavam na UPA se incomodaram com o fato de o rapaz estar sentindo dores e alegam que a equipe da Unidade demorou a atende-lo. O caso foi registrado em vídeos gravados de celulares e foi parar na internet.

Em nota, a direção da UPA São Benedito informou que assim que o rapaz deu entrada da Unidade, foi informado de que a referência nesses casos é o HC de Clínicas da UFTM.

Fabiana Cristina de Jesus, mãe de Mayron disse que o filho teve que esperar muito para ser medicado no hospital e questionou o procedimento adotado pela instituição.

Também em nota, o Hospital de Clínicas da  Universidade Federal do Triângulo Mineiro informou que o tempo esperado pelo paciente até receber o soro foi seguro e dentro da normalidade, tratando-se de um caso absolutamente inserido nos padrões da rotina de atendimento.

Leia a nota na íntegra

“O Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro, por meio de sua Unidade Urgência e Emergência, esclarece que o protocolo clínico em casos de picada de cobra segue as seguintes etapas:

1 – O Hospital é porta aberta para casos de picada de ofídio, e o paciente é imediatamente conduzido à sala de emergência;

2 – O paciente passa por procedimento padrão da avaliação médica para levantamento de informações sobre o horário da mordedura, sintomas, informações sobre o tipo de animal, além avaliação do ferimento;

3 – É prescrita uma combinação de três antialérgicos que é administrada antes do soro para evitar que o paciente tenha reação alérgica ao soro propriamente;

4 – A prescrição segue para o Setor de Farmácia Hospitalar, o medicamento é dispensado pelos farmacêuticos, preparado pela enfermagem e administrado ao paciente;

5 – Após o antialérgico é necessário esperar no mínimo 30 minutos para poder aplicar o soro antiofídico com segurança”.


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