12/01/2017 às 21h22min - Atualizada em 12/01/2017 às 21h22min

Mãe relata drama por não conseguir leite especial para filha de 1 ano

A família da uberabense Fernanda Madruga passa por uma situação difícil. Ela relatou ao Uberaba Popular o drama que enfrenta para conseguir um leite especial para a filha mais nova, Lavínea, de apenas um ano e nove meses. A irmã da Valentina tem alergia à proteína do leite de vaca (APLV) e, para substituir o leite comum, tem que tomar um alimento especial chamado Pregomin Pepti, uma espécie de leite em pó que custa caro e só tem uma marca no mercado, a Danone. A lata do suplemento custa mais de R$ 100 e dá, em média, para três dias.

Tão logo deixou o leite materno, Lavínea começou a ter problemas de saúde. Falta de ar e diarreia, chegando a causar assaduras, foram os primeiros sintomas. “Ela fica com a glote fechada, incha o coração, incha o estômago. Passei por vários médicos, consultas particulares, e demorou quatro meses para descobrirem a alergia, porque eu resolvi tirar o leite de vaca e ver se era isso”, conta Fernanda.

Hoje morando em Tupaciguara, mãe e filha ficam no “vai e vem” entre a cidade vizinha e Uberaba, onde moram os pais de Fernanda, em busca de atendimento público e melhor tratamento para a pequena.

“Na UFU e na UFTM tem seis meses que estou esperando uma consulta. Os gastos com a Lavínea são altos, R$ 2 mil por mês com leite, remédios e consulta. Ela consulta com nutricionista, alergista e gastro. Todo mês ela passa pela alergista, uma consulta de R$ 800, e pela gastro, mais R$ 600. Todos os meses vou a Uberaba para ela se consultar. E nosso plano não cobre, só os exames”, desabafa a mãe de Lavínea.

A dieta do bebê se restringe a fruta, arroz, feijão e frango, além do suplemento, que não pode faltar. A lata da fórmula infantil é encontrada por R$ 141 em Uberlândia, onde Fernanda compra o produto (em Tupaciguara, sai por R$ 170). O dinheiro está escasso e ela não sabe o que vai fazer daqui pra frente. “Só meu marido trabalha, eu não posso arrumar um serviço, não posso deixar a minha filha com qualquer pessoa, qualquer alimentação errada e ela pode ficar mal, morrer em poucos minutos. Sorte que não pagamos aluguel, mas já vendemos até o carro, nossa energia está para ser cortada e o leite vai acabar”.

Em outra ocasião, Fernanda já fez uma “campanha” entre os familiares, ligando para os parentes e tendo ajuda com o leite especial. Os pais auxiliam com as consultas. No dia 20 de outubro do ano passado, ela entrou com uma ação junto à Promotoria Pública para conseguir o Pregomin Pepti do município. Em 29 de dezembro, recebeu três latas do produto (tendo que assinar uma nota na qual constava o valor de R$ 180 cada lata). Essa semana, no dia 11, veio a resposta da Prefeitura: a obrigação de fornecer o suplemento é do Estado e da União. “Agora temos que esperar o Estado, aí vai demorar demais”.

Quem quiser colaborar, pode entrar em contato com Fernanda pelo telefone (34) 3281-4516. “O que mais me irrita é que pagamos tantos impostos e quando precisamos só recebemos não e não”, finaliza a mãe da Valentina e da Lavínea, inconformada.


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