12/01/2017 às 20h29min - Atualizada em 12/01/2017 às 20h29min

Há 5 anos parada, obra da ACD não tem data para ser concluída

Desde 2012, quem passa pela esquina da rua Leonardus Paulus Smeele, no bairro Cássio Rezende, se depara com a mesma cena: a obra inacabada do que seria a sede da ACD, a Associação de Crianças Deficientes, para atendimentos clínicos, pedagógicos e administrativos.

Quando ainda mantinha os serviços, a instituição filantrópica funcionava em um imóvel na rua Padre Zeferino, no bairro Fabrício. Atendia cerca de 30 alunos, com idade entre 10 e 36 anos, de patologias diversas.

Em uma página da rede social que não é mais movimentada, a descrição diz que a ONG, organização não governamental, foi fundada em 01 de março de 1989, por um grupo de mães de crianças deficientes em uma época em que havia pouca atenção a esse tipo de demanda.

Inicialmente, o grupo se reunia semanalmente nas dependências do Centro de Reabilitação do Hospital das Clínicas da UFTM, a Universidade Federal do Triângulo Mineiro, em uma sala cedida pela diretoria. Em 1991 a A.C.D. ocupou sua primeira sede em um imóvel alugado.

A construção da nova sede teve início em 2010, na época, a instituição recebeu do poder público R$ 150 mil, divididos em 3 parcelas, para iniciar a obra, mas precisaria arcar com uma contrapartida no valor de R$ 180 mil.

A prefeitura diz que a instituição teve dificuldades na prestação de contas, e dois anos depois, o terreno teve que ser repassado ao município. As atividades também foram encerradas e os pacientes teriam sido encaminhados para atendimento em outras instituições pela Secretaria Municipal de Saúde.

O local que já foi alvo de sérias denúncias de moradores envolvendo tráfico de drogas e vandalismo chegou a ser murado com recursos da PMU, mas está sem portões, continua vulnerável.

Segundo a assessoria de comunicação da prefeitura de Uberaba, ano passado, quando o município conseguiu a posse legal da área,  a Secretaria de Desenvolvimento Social chegou a tentar viabilizar uma parceria com o projeto PARCERIA KAIRÓS, que presta assistência a pessoas com vivência nas ruas, mas, de acordo com a assessoria, a mobilização foi interrompida por conta do período eleitoral.

 Sem data definida para conclusão da obra, a prefeitura afirma que pretende utilizar o espaço para serviços oferecidos pela Seds. Tudo ainda depende da elaboração de um projeto com planilhas de custos para definir orçamentos e angariar recursos. Conforme a PMU, a intenção é fomentar parcerias com empresas e outras instituições.


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