06/01/2017 às 15h50min - Atualizada em 06/01/2017 às 15h50min

Quinto quarteirão possui mais lojas fechadas do que abertas

Quem caminha pelos comércios da Arthur Machado, no Centro, percebe o grande número de lojas fechadas entre o Camelódromo e a Rua Padre Zeferino. O comércio no quinto quarteirão teve um déficit e é preciso força de vontade dos comerciantes para alavancar as vendas nesse novo ano.

Depois do Camelódromo, são mais de quinze comércios com as portas fechadas até chegar nas tradicionais lojas de roupas e calçados: Calce Veste e Loja do Brasil – Cantinho do Gordo e Magro. Ambas estão na Arthur Machado há mais de 35 anos e sentem o impacto no movimento com os fechamentos de lojas nos últimos meses.

Para a gerente da Calce Veste, Alessandra Alves, o impacto começou a ser sentido quando o sentido da Rua Arthur Machado e da Avenida Fidélis Reis mudaram. Para ela, as vendas eram melhores até o fim de 2014, já que a quantidade de pessoas que passavam por ali era bem maior do que nos dois últimos anos.

“Antes, muitas pessoas vinham até o final da rua ou cortavam caminho pela Arthur Machado para sair do congestionamento da Fidélis Reis, que era mão dupla. Hoje, não tem mais isso. Os motoristas só vão até um ponto da rua e depois nem sabem o que tem pela frente. O jeito está sendo fazer promoções para ver se conseguimos conquistar os clientes novos e fidelizar os antigos”, comenta a gerente.

Segundo Alessandra, a loja existe desde a década de 80 e já enfrentou várias crises econômicas e financeiras. Mas, segundo ela, não foi a crise a grande influenciadora no impacto dos lucros da loja, o motivo está no fechamento dos comércios vizinhos.

“Tem muita gente que nem sabe que tem comércio depois do Camelódromo. As pessoas chegam até lá, veem que as lojas seguintes estão fechadas e voltam para trás. Mas nós resistimos e tentamos atrair essas pessoas de todo jeito”, conta Alessandra.

Mais impacto.O mesmo acontece com o proprietário da Loja do Brasil – Cantinho do Gordo e Magro, Nayef H. Fakhouri, que está há 49 anos no comércio da Rua Arthur Machado. Segundo Fakhouri, o problema é que os últimos quarteirões da rua são esquecidos tanto pelos consumidores, quanto pelos órgãos públicos.

“Já ouvimos promessas de melhorias para Arthur Machado, já ouvimos falar sobre a criação do Calçadão, mas nada que beneficie os comerciantes dos últimos quarteirões”, conta Nayef.

Segundo o empresário, as crises financeira e econômica atingiram diretamente o comércio de rua. Nayef conta que alguns anos atrás trabalhava com sete funcionários e que o movimento era de encher os olhos. Mas, os tempos mudaram e desde o ano passado, o proprietário trabalha com apenas uma funcionária.

“Eu tive que reduzir o número de funcionários para conseguir arcar com as despesas da loja. A crise atingiu todo o comércio vizinho e vem tentando atingir o meu também. Mas eu vou resistir e não pretendo sair daqui tão cedo”, compartilhou Nayef.


Link
Notícias Relacionadas »
Comentários »
Comentar

*Ao utilizar o sistema de comentários você está de acordo com a POLÍTICA DE PRIVACIDADE do site https://uberabapopular.com.br/.
Plantão
Atendimento
Envie a sua sugestão de notícia pelo PLANTÂO.