03/01/2017 às 18h35min - Atualizada em 03/01/2017 às 18h35min

Após mais de 2 mil casos de dengue, SMS faz primeiro LIRAa de 2017

Cerca de 200 agentes de saúde já estão nas ruas de Uberaba. As equipes vão visitar mais de 6 mil imóveis para traçar o primeiro diagnóstico do ano de 2017 que vai apontar onde estão os focos de reprodução do mosquito transmissor da dengue, febre chikungunya e zika vírus e os tipos de recipientes com água parada que servem de criadouros mais comuns.

“Temos que fazer três vezes por ano, conforme determinação do Ministério da Saúde, então dividimos os 160 mil imóveis em amostragens e estabelecemos o percentual dos locais em que foram encontrados recipientes que tinham larva do mosquito, a partir daí as ações são definidas sendo intensificadas nos bairros onde há maior incidência”, explica o diretor de Vigilância em Saúde, Nelson Rannieri.

O ideal é que o índice de focos do mosquito seja inferior a 1% , como determina a OMS, a Organização Mundial de Saúde. De 1% a 3,9% de infestação, é caracterizado estado de alerta. Índices superiores a 4% representam risco de surto.

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Nelson Rannieri - Diretor de Vigilância em Saúde[/caption]

Ano passado, Uberaba teve 2.316 casos de dengue e 11 pessoas morreram. O novo secretário de Saúde da cidade, Iracy Neto, disse que o combate à doença é uma das prioridades da nova gestão. “Saúde pública é um desafio na área de gestão pública e nesse novo governo vamos trabalhar o combate à doença em parceria com todas as entidades relacionadas; assim teremos bons resultados”.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, o  resultado  do Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti deve ser divulgado na próxima segunda-feira (9).  Até lá, o departamento de Vigilância em Saúde quer minimizar um problema: a dificuldade dos agentes  com a recusa dos moradores em  permitir  a  entrada nas casas para se fazer a vistoria e os imóveis que estão fechados. “É o nosso pedido de apoio a população para receber nosso agente devidamente identificado; há bairros onde o índice chega a 60% dos imóveis fechados ou recusa de moradores em abrir a porta do imóvel e isso faz com que nosso trabalho não chegue a 100% das casas”, finaliza Rannieri.


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