03/01/2017 às 12h22min - Atualizada em 03/01/2017 às 12h22min

Instituto dos Cegos tem novo presidente

Fundado em 1942, o Instituto de Cegos do Brasil Central (ICBC), tem um novo presidente para o mandato de 2017/2019. Felício Costa substituirá Mauro Humberto Elias.

Natural de Abaetetuba, no Pará, Felício perdeu a visão ainda criança por causa de uma doença congênita. Veio para Uberaba em 4 de março de 1980, conheceu o Instituto e se alfabetizou. Trabalhou durante toda a vida como representante comercial e acabou se tornando o primeiro presidente com deficiência visual do ICBC.

O Instituto atualmente está com 12 internos e Felício exalta o número de atendimentos. “Mas fazemos cerca de 185 atendimentos diários. Pessoas de Sacramento, Conquista, Itapagipe, Frutal, Araguari, etc, recebem atenção daqui. São atendidos com fisioterapia, psicologia, estimulação precoce, orientação e mobilidade, escolarização em Braile e terapia ocupacional. Não existe, num raio de 500 quilômetros uma entidade educacional como o ICBC”.

A unidade conta com 45 funcionários entre professores, profissionais da saúde e educadores. “Estamos com alguns problemas financeiros e precisamos de doações. Inclusive quem quiser ajudar pode contribuir através da conta de água. Basta preencher uma ficha e escolher o valor. O mínimo  é R$ 5,00”.

Luzia Cardoso é moradora do instituto há nove anos. Natural de Pirapora (MG), ela conta que conheceu o braile no Rio de Janeiro, onde foi alfabetizada. “Aqui em Uberaba é bom porque a cidade é boa para se locomover e também porque tem o instituto”, afirmou ela que ainda

visita os familiares de Pirapora sempre que a saudade bate. “Eu acredito que as pessoas devem aprender a reconhecer a deficiência visual nas crianças e nos parentes dentro de casa. Todo deficiente precisa do Instituto.”

Projetos: Segundo Felício, a instituição passa por problemas financeiros. Um dos projetos para reverter essa situação é integrar o instituto dos cegos com a comunidade e promover eventos culturais como a música. “A música é uma das artes em que o deficiente visual mais se identifica. E é isso que queremos reativar e ainda trazer a comunidade aqui para dentro”.

Felício também pretende transformar o Instituto de Cegos do Brasil Central em um centro de tecnologia assistida para a deficiência visual.


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