19/12/2016 às 11h54min - Atualizada em 19/12/2016 às 11h54min

Seu José Manoel

Na divisa dos bairros Tita Rezende e São José, perto do viaduto da Claricinda, encontramos o seu José Manoel fazendo sua caminhada diária. As muletas que usa não o atrapalham e ele não deixa de fazer seu exercício, ao lado da Fofó e do Preto.

Fofó é a cadelinha que o acompanha. Preto é o cachorro, que, apesar do nome, é loiro. “Tenho outra em casa, mas ela é brava. Esses aqui não, são ensinados”, diz seu José Manoel.

Morador do Tita Rezende, ele recorda como era a região quando chegou, 20 anos atrás. “Isso aqui não existia, só tinha mato, rocei lá e fiz minha casinha”. São 42 anos de casamento. “Sou de Paraguaçu de Minas, minha esposa é daqui. Encontramos em São Paulo e viemos pra cá”, lembra.

As muletas são por causa dos problemas nos joelhos. “Esse aqui, fui sair da piscina, virei o joelho. Esse aqui foi bola, quando eu tinha 18, 19 anos. Joguei muito tempo no Flamengo. Não sei se você já ouviu falar do Flamengo de Varginha”.

Seu José Manoel reclama da sujeira nos terrenos da área. “O pessoal joga lixo e até bichos mortos”, afirma, e pede paciência à Fofó, que quer ir embora. “Calma, nós já vamos”. Mas, qual é o seu nome, seu José Manoel? “É José Manoel e só. Meu pai não pôs sobrenome”, conta.

Sempre atencioso, seu José Manoel encerra dizendo que sempre está pronto para bater um papo. Ele se despede e continua sua caminhada com os amigos caninos.


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