13/12/2016 às 23h21min - Atualizada em 13/12/2016 às 23h21min

Comerciantes do camelódromo reclamam de concorrência desleal

O ambulantes que circulam pelo calçadão da rua Arthur Machado e em quase toda a área central estão tirando o sossego dos comerciantes que trabalham dentro do camelódromo.

Com a crise financeira vivida pelo país, o dinheiro sumiu do bolso dos consumidores.  Outro agravante é o volume de pessoas que chegam de outras regiões para vender produtos de porta a porta ou em pontos centrais da cidade.

A concorrência desleal acaba impactando na encomia e não deixa de afetar os comerciantes que pagam impostos.

Segundo a presidente da Associação dos ambulantes, Elisabeth Reis Silva, as vendas no local estão bem de devagar e a situação está complicada para quem trabalha no camelódromo. Ela diz que é o pior Natal em nove anos. "Este está sendo um dos Natais mais fracos. Antigamente, neste mesmo período, o valor das vendas chegava a R$ 20 mil, agora, apenas R$ 3 mil".

Dos oitenta e seis box, seis estão fechados. Elisabeth revela que muitos comerciantes, fecharam as lojas e voltaram para o calçadão. “A gente paga um aluguel de oito mil e trezentos reais por mês só para prefeitura. Somados aos gatos com faxineira, contador, fora a conta de luz, deve dar um rateio de 195 reais para cada dono de box aqui.”

Basta dar uma circulada pelo camelódromo para ver o desânimo estampado no rosto dos comerciantes, com o sumiço dos clientes  e com a obrigação de deixar as contas em dia muitos estão preocupados com a situação. “Estamos com medo e está todo mundo inseguro. Está vendendo pouco. Por causa  da crise, o pessoal está com medo de comprar. Seguram um pouco para ver o que vai acontecer com o país. O pessoal do calçadão atrapalha muito a gente", relata a presidente.

Há dezoito anos, Lúcia de Moura tem um box de brinquedos no camelódromo, praticamente foi uma das primeiras comerciantes do local. Ela conta que em todos estes anos, é a pior crise que já enfrentou, com queda de 50% nas vendas. “As vendas estão péssimas, deve ser pela cris. O pessoal está juntando o dinheiro para pagar conta. Eu não comprei muita coisa, não, depois não vende e fica o prejuízo. É uma situação muito complicada".

Érica Aparecida Costa está no camelódromo há dois meses e está muito desanimada com as vendas. “Está muito fraco. Eu espero que nas próximas semanas o movimento melhore. As vendas estão bem abaixo do que a gente estava esperando".

Em nota, a Secretaria de Defesa Social, Trânsito e Transporte esclareceu que existe fiscalização permanente e muitos ambulantes estão regularizados via Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo, pela lei dos ambulantes, que regulamenta esse tipo trabalho.


Link
Notícias Relacionadas »
Comentários »
Comentar

*Ao utilizar o sistema de comentários você está de acordo com a POLÍTICA DE PRIVACIDADE do site https://uberabapopular.com.br/.
Plantão
Atendimento
Envie a sua sugestão de notícia pelo PLANTÂO.