09/12/2016 às 16h55min - Atualizada em 09/12/2016 às 16h55min

Deficiente físico denuncia falta de acessibilidade com vídeos na internet

O paratleta João Carlos Nogueira enfrenta praticamente todos os dias as dificuldades de quem depende de acessibilidade adequada para ir e vir. Nesta sexta (9), João postou um desabafo, em um vídeo no Facebook, onde relata o que passou no supermercado LS Guarato. Segundo ele, os clientes e os responsáveis pelo estabelecimento não respeitam as vagas que deveriam ser exclusivas para deficientes físicos.

“Fiquei indignado. As pessoas não tem educação, parecem não entender que o cadeirante, o deficiente físico, precisa da vaga realmente. Não é brincadeira, o espaço da faixa amarela é para o cadeirante abrir sua cadeira, se locomover”.

Com dores, João, que tem uma perna amputada e se locomove com prótese ou muletas, teve que parar o carro a três quarteirões do supermercado e voltar andando até lá. “O proprietário fala que não pode fazer nada, que o povo é mal educado e não tem fiscalização. As coisas são difíceis para todo mundo, mas pro deficiente é um pouquinho mais, então tem que respeitar”.

Episódios como esse não são “exclusividade” do LS Guarato. Segundo o paratleta, é raro ele ir a qualquer estabelecimento comercial e não ter problemas do tipo. Como exemplo, lembra outro supermercado, o Super Maxi, da rua General Osório, onde não há sinalização de vaga para deficientes. “Como que para ali? Não tem desenho no chão nem placa, não existe nada para identificar. Você pergunta por que não tem, eles falam ‘ah, tem o cone, se você precisar me fala’, mas o estabelecimento tem a obrigação de identificar o espaço”.

Cansado dessas situações, João Carlos afirma que agora é um “vigilante” e sempre que ver desrespeito ao espaço dos deficientes, vai denunciar através dos vídeos ao vivo no Facebook. “Vou estar sempre vasculhando, olhando as vagas exclusivas para deficientes onde tem carros sem identificação, por exemplo. Peço a ajuda de todos para denunciarem os ‘folgados’, que não respeitam os deficientes e os idosos”.

Atleta de alto nível na natação, João, por causa das competições, conhece várias cidades, e comenta que em outros locais o respeito das pessoas é maior. “Vejo que onde tem mais apoio ao esporte, tem mais acessibilidade, parece que uma coisa está ligada a outra”.

Por telefone, o Uberaba Popular entrou em contato com os supermercados citados por João. No Super Maxi, o gerente Gilmar não pôde atender. Deixamos nosso contato, porém, até o fechamento da matéria, não houve retorno.

No LS Guarato, a atendente disse que o gerente poderia atender cerca de duas horas depois de nossa ligação, por volta das 17h30. Na segunda tentativa, a funcionária explicou que ele só poderia falar na segunda-feira. Enquanto aguardávamos, uma gravação informava que “temos estacionamento e nossos carregadores estão prontos para atendê-lo”.


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