04/09/2016 às 11h58min - Atualizada em 04/09/2016 às 11h58min

Sem filtros

Sonzera: termo informal usado como sinônimo de “música boa” ou “grande performance musical”.

O nome desta coluna foi escolhido pela qualidade dos Músicos, Álbuns, Artistas, Composições, Shows e Projetos que nos propomos a divulgar, discutir, escrever, entrevistar e homenagear neste nosso nicho cultural.

Sou músico profissional há 30 anos. A beleza de toda Arte é a constante evolução íntima que ela traz, e também a constante necessidade de inovação, seja no instrumento, seja no conceito, ou em como a abordamos.

De todas as Artes, a Música é a que mais está livre dos “filtros” mentais e armadilhas do intelecto para que possamos fruí-la de maneira completa. A Música sendo uma linguagem diferente da falada ou escrita, expressa elementos e fenômenos que são “indizíveis” nas linguagens coloquiais. Expressamos através das notas e harmonias das composições, coisas que não podemos descrever em palavras. Mesmo quando a música tem letra, a letra expressa ideias e sentimentos, mas a parte instrumental expressa outra realidade. Esta realidade “paralela” assim se faz por ser absolutamente íntima, e atua diretamente em duas instâncias do ser humano: a memória e a emoção. Experimentar a música é como experimentar a vida, pois ambas estão acontecendo em tempo real e cada momento é único. Mesmo quando ouvimos a mesma música repetidamente, cada vez é diferente.

Sendo assim, mesmo que pareça paradoxal, esta coluna se propõe a discutir o universo musical, mas o fato é que “...tudo que é dito ou escrito sobre música, na verdade é apenas uma metáfora.” (Stravinski).

A inter-relação da música e dos músicos na esfera mundial é tão delicada e complexa que talvez, neste caso também se aplica a teoria do “efeito borboleta”, ou seja, o que um músico cria em um lugar num determinado momento, se substancial, pode influenciar a música do outro lado do globo.

Vivemos tempos áridos em relação às criações e às obras musicais em geral. Existem ícones que direta ou indiretamente, atuam n o campo mundial ou “universal” se preferir, e que influenciam a música de todos nós, mas o que está acontecendo, e não é de agora, é que estes ícones estão cada vez mais raros. Este ano perdemos dois gigantes da Música, dois destes ícones: David Bowie e Prince. Dois artistas extremamente talentosos, revolucionários e inquietos em sua Arte.



 
Link
Notícias Relacionadas »
Comentários »
Comentar

*Ao utilizar o sistema de comentários você está de acordo com a POLÍTICA DE PRIVACIDADE do site https://uberabapopular.com.br/.
Plantão
Atendimento
Envie a sua sugestão de notícia pelo PLANTÂO.