07/12/2016 às 07h26min - Atualizada em 07/12/2016 às 07h26min

Casal vende doces para pagar casamento

Há duas semanas a rotina do casal Gabriela Nicolino, 20 anos e Alessandro Resende, 25, tem sido mais doce.

Para pagar as despesas do casamento, eles decidiram empreender e vender doces nas ruas de Uberaba. “Eu já vendia doces na noite e aí fomos amadurecendo a ideia da Gabriela de aumentar a quantidade para arrecadar o valor das contas do casamento”, explicou o jovem Alessandro, enquanto acomodava em cima da cabeça, com equilíbrio invejável, uma caixa com aproximadamente 450 beijinhos e brigadeiros.

A escolha por dois dos doces mais populares no Brasil foi estratégica, tudo para atrair mais clientes. “Não é muito fácil, ainda sofremos preconceito por estar aqui vendendo os doces por nosso casamento” diz Gabriela se referindo a escolha do ponto de vendas: o semáforo entre a rua Major Eustáquio e a avenida Leopoldino de Oliveira.

Os noivos se conheceram há cinco anos na igreja em que ambos frequentam, foram seis meses de namoro e há dois meses trocaram alianças de noivado.

A comerciante Rosana Nicolino, mãe da noiva, aprova o genro e a iniciativa do jovem casal. “Estão correndo atrás do sonho e isso me emociona muito, estão batalhando juntos”, disse enquanto uma lágrima teimosa desceu pelo rosto.

A Família está envolvida com a campanha, prova disso é a irmão da noiva. Isabela Nicolino Rodrigues tem 13 anos e vai todos os dias para as ruas acompanhar a irmã e o cunhado nas vendas. “É gratificante participar desse momento, vai ser ruim quando ela me deixar, somos muito companheiras, mas ao mesmo tempo torço pela felicidade dela”, disse.

Na mesa da cozinha da casa de Gabriela, ela e o noivo Alessandro, rascunham no caderno o orçamento da cerimônia, mas as contas não fecham. Os jovens preferem se atentar ao número de doces já vendidos do que o que vão precisar de fato, para quitar vestido, terno, cartório, cerimônia religiosa, decoração e festa.

Embalam os doces a noite e pela manhã seguem de ônibus do bairro Costa Telles II até o centro da cidade.  São cerca de nove horas de trabalho diários, que certamente já estão valendo a pena. “Uma mulher faz o homem fraco ou forte e eu além de forte, estou mais doce porque a Gabriela me ajuda e partilha tudo, já estamos vivenciando o que deve ser o casamento, companheirismo”, finaliza Alessandro que volta rapidamente para a rua, enquanto o sinal permanece fechado para os carros.

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Alessandro fala bem alto para que o pedido alcance até o último motorista da fila. A vida a dois é uma arte saborosa quando duas pessoas se aventuram juntas, e para esse casal, o amor tem sabor especial,  de brigadeiro e beijinho.


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