29/11/2016 às 08h19min - Atualizada em 29/11/2016 às 08h19min

Estudante desenvolve projeto utilizando folhas de bananeira

É no quintal da fazenda, que o vermífugo natural fica, ao alcance das mãos. A retirada das folhas da bananeira é feita com cuidado para não agredir o meio ambiente. Elas (as folhas) vão ser usadas no controle de parasitas.

É difícil uma propriedade rural na região que não tenha uma bananeira!

E foi justamente a facilidade de encontrar essa matéria prima que despertou na estudante do 7º período de zootecnia, Tainá Marques de Morais, o interesse em trabalhar com o material que é oferecido como alimento para os ovinos. “Ao realizar pesquisas sobre o tema encontrei artigos científicos mostrando trabalhos com a folha de bananeira já realizados em outros estados, foi aí que surgiu o interesse. A Ovinocultura tende a crescer muito no país e o controle com folha de bananeira é uma forma que não agride o meio ambiente e não coloca o animal em risco, podendo ser abatido quando necessário, sem se preocupar com tempo de carência para o abate que vermífugos químicos trazem”, explica a aluna.

Depois de colhidas, as folhas são processadas numa máquina de triturar e descansam de um dia para outro, até serem servidas aos animais.

Basta o tratador colocar a ração no cocho e as ovelhas vem rapidinho se alimentar. Quem vê o rebanho saudável, nem imagina. Mas em períodos mais úmidos, as ovelhas e carneiros sofrem com as verminoses, doenças causadas por parasitas, como explica a professora e PHD Fabiana Garcia. “O parasita compete com hospedeiro, os nutrientes são extraídos do organismo dos animais dessa maneira, muitos parasitas se alimentam de sangue, então o animal fica prostrado, apático, ignora o pastejo, não produz leite, nem demonstra cio, e isso influencia em todo o setor produtivo do rebanho”, relata.

A estudante de zootecnia Tainá, descobriu que no sul do país e algumas regiões do nordeste, a folha de bananeira é muito eficiente no combate a verminose em ovinos. No Triângulo Mineiro, não há relatos de experiências sobre a técnica.

Ao longo do projeto que começou há três meses e está na fase final, professora e aluna foram percebendo a necessidade de algumas adaptações na pesquisa. “Os animais foram separados em dois grupos experimentais e submetidos aos tratamentos durante três dias consecutivos da semana, apenas no período noturno, ao longo de 60 dias e parte do rebanho foi alimentado com a bananeira e outra parte com capim; quinzenalmente fizemos a pesagem e os exames parasitológicos, sendo a Contagem de Ovos por Gramas de Fezes (O.P.G) e a análise pelo método Famacha que identifica a possibilidade de verminose por meio da visualização da coloração da mucosa ocular dos ovinos”, finalizou Tainá que pretende expandir a técnica para que pequenos produtores da região possam se beneficiar dos resultados.


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