29/11/2016 às 08h10min - Atualizada em 29/11/2016 às 08h10min

Sindicato aperta o cerco contra vigilantes clandestinos em Uberaba

Nesta época do ano é comum o aumento de vigilantes ilegais prestando serviços sem possuir qualificação mínima na área de segurança. A afirmação é do presidente do Sindicato dos Vigilantes de Uberaba, Ricardo Teixeira.

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Ricardo Teixeira salienta a importância de cumprir os requisitos exigidos para cumprimento da função.[/caption]

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Para exercer a profissão, é preciso possuir requisitos qualificativos. “Uma pessoa comum, para ser vigilante deve ter alguns requisitos, como idoneidade moral, física e mental e ter de nove a dez certidões negativas, explica Ricardo Teixeira. Essas certidões são renovadas a cada seis meses, para garantir que  o profissional esteja apto a desenvolver a função. “É preciso estar qualificado, fazer um curso específico de segurança, onde ele irá aprender técnicas operacionais, de combate, prevenção a situações de crimes, saber usar uma arma”, explica o presidente. Tal aprendizado é fundamental na prestação de serviços em empresas de segurança privada, porque a maioria delas concede porte de arma para o trabalhador em serviço.

Além disso, as empresas de segurança devem ser criadas através de sistema da Polícia Federal. “Hoje têm sido criadas empresas de fundo de quintal, onde o proprietário vai lá, consegue um  CNPJ e passa a fazer o serviço sem oferecer nenhuma qualificação para os contratados”, ressalta. Essa prática vem tirando espaço da mão de obra legal, pois tais empresas ganham espaço no mercado de trabalho em função de menor preço cobrado pelo serviço.

O Sindicato dos Vigilantes recebe em média 15 denúncias mensais relacionadas a essas empresas. “Vistoriamos locais irregulares e repassamos essas denúncias à Polícia Federal para que sejam acompanhadas”.

Quem for pego oferecendo serviço clandestino de  vigilância, além de receber multa, poderá ter a empresa fechada e ainda ser preso, dependendo do caso.

As pessoas que viajarão para as festas de fim de ano ou de férias, precisam tomar alguns cuidados para manter seus imóveis em segurança.

Em alguns pontos da cidade tem crescido a oferta de serviço de vigilância móvel, em motos e carros. Até mesmo nas portas dos comércios eles estão presentes.

Mas, antes de contratar um profissional como este, é preciso tomar algumas precauções, como verificar a procedência das empresas no Sindicato dos Vigilantes ou na Polícia Federal.

De acordo com Ricardo, o estatuto da segurança privada está no Senado em medida de urgência para ser votado. “Eu acredito que quando isso acontecer teremos uma vitória significativa para a  classe que trabalha dentro da lei, porque ele criminaliza a segurança clandestina”.

Em caso de dúvidas, denúncias e reclamações, a população pode ligar para o Sindicato dos Vigilantes de Uberaba, o telefone para contato é o (34) 3317-2316.


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