24/11/2016 às 19h31min - Atualizada em 07/09/2018 às 12h35min

Obras do BRT/Vetor causa transtorno e prejuízos

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Obra na avenida da Saudade em frente ao restaurante do empresário Cristiano Garcia.[/caption]

Em janeiro, a Prefeitura de Uberaba deu início às obras do terminal BRT/Vetor Sudoeste e Sudeste e, desde então, o sofrimento dos comerciantes das áreas atingidas pela implantação só aumenta.

As principais avenidas dos bairros Beija-Flor, Santa Marta, Abadia, Leblon e Gameleira estão um caos. Moradores e pequenos empresários das redondezas não criticam o progresso de um projeto que deu certo e ajuda o desenvolvimento da cidade. A reclamação é quanto a forma desordenada e inconsequente com que as obras estão sendo conduzidas.

Na Avenida Dona Maria de Santana Borges tem um córrego a céu aberto. Com as chuvas da semana passada, a lama tem castigado quem circula por lá, principalmente, pedestres.

Outra reclamação relevante, para quem está motorizado ou não, é a falta de sinalização das obras. Até a semana passada, a massa asfáltica, em determinadas áreas da avenida, era precária, e mesmo onde o asfalto foi remendado, a circulação se torna uma aventura.

Mas os transtornos causados pelas obras mexem nos bolsos de quem tem comércios nestes locais.

O empresário Cristiano Garcia, proprietário do Restaurante Salada Grill, na avenida da Saudade, relatou que apenas em 15 dias, cerca de 45% da clientela desapareceu.

Aberto diariamente para almoço, Cristiano adianta que o cliente, que tem horário para fazer a refeição, não quer perder tempo fugindo dos transtornos de locais em obras. “Não é só pelo estacionamento. Nós oferecemos o estacionamento e as ruas paralelas são tranquilas. É o transtorno da obra. Pista reduzida, difícil acesso a retornos, movimento mais intenso. O cliente tem 1 hora e meia de almoço, duas no máximo. Tem 14 dias que começaram e o meu movimento caiu 45%, seguramente.

O problema não é a interdição da pista e a bagunça que a obra deixa na avenida. Nestes 14 dias, a obra se manteve parada por 10 dias, causando revolta nos empresários da região. “São 10 dias de obra parada. Os rapazes vinham, ficavam por 20 minutos e depois iam embora. O que eu não compreendo é o fato de eles saberem que a obra não irá caminhar, que não terá como finalizar, pra quê rasgar o asfalto e causar tudo isso, a meu ver sem necessidade? Deixasse para vivenciarmos isso quando realmente fosse necessário para começar e terminar a implantação do BRT”.

Indignado, o empresário chegou a encaminhar fotos e e-mails para a prefeitura pedindo uma solução. Em resposta às reinvindicações, o departamento responsável informou que a obra continuará e a ordem é agilizar o serviço para diminuir o prazo de interdição.

Consciente dos prejuízos, Cristiano lembra que outros comerciantes vivenciaram esta situação, mas a situação financeira do país, na época, era outra. “Sei que na Leopoldino e Santos Dumont, todo mundo enfrentou essa situação. Sobreviveram os maiores e os pequenos fecharam. O que precisa ser levado em consideração neste atual momento é a crise financeira. O que eu tinha de reserva foi embora com a crise. Tive que adotar medidas no restaurante para suportar com as portas abertas, mas foi, acabou. Não tenho reserva. Como todo mundo não tem. Reduzir o movimento neste momento é querer acabar com o nosso negócio”.

No final de outubro, a Secretaria de Planejamento e Gestão Urbana (Seplan) confirmou que a conclusão das obras foram adiadas para janeiro ou fevereiro de 2017.


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