01/09/2016 às 17h34min - Atualizada em 01/09/2016 às 17h34min

BR-262 ganha lombadas, mas população quer passarela

A BR-262 ganhou duas lombadas no trecho entre os bairros Jardim Califórnia e Anatê, no fim de agosto. Em cada sentido da rodovia foi instalado um redutor de velocidade. A obra, realizada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), atende solicitação que o prefeito Paulo Piau havia feito em reunião na sede regional do órgão. “É uma obra alternativa para garantir um pouco a segurança. Vamos continuar trabalhando para que a passarela seja construída”, afirma o prefeito.

Para moradores das proximidades, somente as lombadas não vão adiantar. O pedreiro William dos Santos Coelho, que mora no Residencial 2000, cruza a rodovia pelo menos duas vezes por dia, para levar e buscar a filha na creche no Jardim Califórnia. A rotina é de sustos e medo para atravessar em alguma brecha entre os veículos. “Já perdi a conta de acidentes aqui. No 2000 tem mais umas vinte famílias que, como eu, todos os dias passa aqui por causa da creche no Califórnia. Desde 99 eu moro aqui e só tem promessa de passarela”, declara.

Willian também critica o viaduto ao lado do Residencial 2000, que tem calçada para pedestres, mas cuja grade é muito baixa. “Deveria ser mais alto para ter segurança. Uma criança pode subir ali e cair. Já teve uma mulher que tentou suicidar e pulou, mas não morreu, só quebrou as pernas”, conta. A calçada citada pelo morador tem até rampas para cadeirantes, mas só no viaduto, não antes ou depois, ou seja, para chegar a elas, a pessoa tem que sair do bairro e transitar na pista até o acesso.

Também morador do 2000, o carpinteiro Carlos César Silva diz que mortes no local são constantes. “Uns 15 conhecidos meus morreram aqui. Só vizinhos foram pelo menos oito. Muitos ficam ‘esbagaçados’, irreconhecíveis, porque os atropelamentos são sempre em velocidades altas”, relata.

O auxiliar de serralheria Anderson Ribeiro também cobra uma passarela no trecho. BR-262 ganha lombadas, mas população quer passarela “Os acidentes aqui são frequentes. Gente passando a pé é toda hora. Tem quem arrisca até passar de moto no meio da valeta entre as duas pistas. E os carros e principalmente caminhões passam aqui ‘voando’ mesmo. Tem que fazer uma passarela e depois ter uma faixa para os pedestres, porque senão eles vão sair da passarela e continuar andando no acostamento, como você está vendo aí”, aponta.

Para Anderson, se não for possível instalar a passarela, a rotatória de retorno que está sendo construída entre o Anatê e o Califórna, por debaixo da rodovia, seria uma solução rápida. “Poderiam fazer uma calçada ao lado da via, bem iluminada e sinalizada, claro”, sugere. Enquanto não tem passagem entre os bairros, o improviso predomina. Do lado do pontilhão da linha férrea, no Cartafina, já foram abertas várias “picadas” no mato entre as ruas do bairro e a rodovia. “É o jeito que o pessoal arruma. Lá pra cima, no Gameleira, começaram uma passarela, fizeram os pilares e pararam. É dinheiro jogado fora”, reclama.

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