18/11/2016 às 14h34min - Atualizada em 18/11/2016 às 14h34min

Trabalhadores usarão décimo terceiro para pagar dívidas

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Dinheiro extra garantiu os presentes das filhas da Michele[/caption]

No dia 30 de novembro, trabalhadores receberão a primeira parcela do décimo terceiro salário. Além de impactar a economia e movimentar as vendas, o dinheiro extra é a tábua de salvação para muitas famílias.

Michele Florêncio de Deus é agente de segurança, casada e tem duas filhas. Ela conta  que  já tem planos para gastar o décimo terceiro salário.  Economia para o próximo ano ficará em segundo plano, já que o dinheiro que receberá tem destino certo. “Eu espero o dinheiro durante todo ano para comprar as coisas da época de festas. Mas, primeiro quero pagar um pouco das contas, e gastar o resto do dinheiro em presentes para as filhas e com a decoração de Natal. Eu acredito que não vai dar para guardar muita coisa".

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José Alexandre reservará parte do dinheiro para apertos futuros.[/caption]

José Alexandre de Oliveira trabalha em dois empregos. Ele divide o tempo como vigilante e porteiro e não esconde a ansiedade para receber o dinheiro extra. Parte dele será usado para pagar as contas domésticas e a outra será seu pé de meia para o próximo ano. O motivo da cautela com os gastos é atual crise econômica do pais. Afinal este dinheiro é muito bem vindo na hora do aperto.

Para o   economista Sérgio Martins,  a decisão de José Alexandre de guardar um pouco do dinheiro está correta. Pois, reforço no orçamento deve ser usado de forma consciente.

Por causa do momento econômico crítico que o país atravessa, quem tem dívidas vencidas ou a pagar, o mais viável é que o décimo terceiro seja empregado na quitação. “O motivo é simples: os juros existentes em relação às dívidas, principalmente aquelas que estão em atraso, é muito alto. Para quem está no vermelho, o melhor é procurar quitar o que der e procurar negociar, em parcelas, o que restar".

Outra saída é planejar os gastos. Usar o dinheiro para estes fins, mas optar por um fundo de reservas para despesas futuras, como pagamento do IPVA, matrícula de escola, impostos, pagamento de dívidas de cartões de crédito e até investir em uma viagem.

Mas, o economista alerta que planejar as compras de Natal é sempre a melhor saída. Neste período é comum o gasto exagerado. Em ano de crise, é preciso mudar a atitude e obrigar o bom velhinho a ser menos generoso. “Ao comprar o presente pense bem se é realmente importante fazer uma nova dívida. Procure compatibilizar valor da compra com a sua renda e as suas possibilidades.  Não adianta se endividar para fazer as crianças felizes. Os pais e mães de famílias precisam se conscientizar que nós não estamos no momento  de gastos desnecessários sem planejamento algum".


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