14/11/2016 às 14h04min - Atualizada em 14/11/2016 às 14h04min

Proclamação: 7 filmes sobre a história do Brasil

Felicitações, República do Brasil! Há 127 anos nosso país deixava de ser uma monarquia para, enfim, tornar-se uma república federativa presidencialista. Diante de acontecimentos recentes tão obscuros da nossa tão jovem República, elaboramos uma lista com 7 filmes que, do “descobrimento” a ditadura militar, abordam passagens da história da nossa nação.

Para assistir basta clicar nos títulos dos filmes. 


  • descobrimento

    descobrimento

    O Descobrimento do Brasil (1936)
    Filme de Humberto Mauro, conhecido como uma das primeiras obras a tratar do tema, faz uso de textos extraídos da Carta de Pero Vaz de Caminha, mesclando ficção de narrativa épica com documentário. Narra a chegada da frota lusitana às costas brasileiras e o contato com os nativos locais. Um ótimo exercício para se pensar, não somente as diversas representações de “descobrimento” da América, mas a relação com a cultura histórica dos anos 1930, ou seja, composta por produções memorialísticas, histórica/escolar e políticas. O filme é produzido durante a era Vargas, período marcado por produções cujo objetivo é a construção de um país extraordinário. O então presidente sabia do poder dos filmes e os utilizou para a educação. O cinema de Mauro é notadamente uma produção romantizada de nação. O filme conta ainda com a fabulosa trilha sonora de ninguém menos que Heitor Vila-Lobos.
  • carlota

    carlota

    Carlota Joaquina, Princesa do Brasil (1995)
    Estrelado por Marieta Severo e Marco Nanini, o longa dirigido por Carla Camurati relata as representações de parte da monarquia portuguesa. O longa sobre Carlota Joaquina de Bourbon, casada com Dom João VI, é, comumente, encarado como uma sátira da monarquia brasileira. Conta a história da mulher espanhola que após o casamento com o príncipe de Portugal muda-se com a corte portuguesa para solos brasileiros. É nessa terra que Carlota irá se envolver em diversos romances e narrativas pitorescas. Primeiro grande sucesso da volta do cinema brasileiro (depois do fechamento da Embrafilme), o filme rodou o mundo e participou de mais de 40 festivais superando a bilheteria de mais de um milhão e meio de espectadores brasileiros.
  • inonfidentes

    inonfidentes

    Os Inconfidentes (1972)
    Considerado pela Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine) como um dos 100 melhores filmes brasileiros de todos os tempos, a obra de Joaquim Pedro de Andrade é encarregada de contar a história da Inconfidência Mineira do começo, passando pelo exílio dos inconfidentes, até a execução de Tiradentes. O mais interessante é que o filme surge como uma resposta crítica ao filme Independência ou Morte (Carlos Coimbra, 1974), que tratava de maneira heroica, e, praticamente, mítica o processo de emancipação política do Brasil com Portugal. Os Inconfidentes funciona aqui como uma representação do período em que o filme era produzido. Por conta da falta de liberdade durante a ditadura militar, os roteiristas confeccionaram os diálogos que mais faziam parte do contexto histórico vivenciado por eles. O mais interessante (e cômico) é que para que o filme não fosse proibido o diretor aceitou colocar em seu filme propagandas pró-governo, mas o que se viu em cena foi um acréscimo completamente sarcástico.

  • memorias

    memorias

    Memórias do Cárcere(1980)
    O mesmo realizador de Vidas Secas (1965), também baseada na obra do grande escritor Graciliano Ramos, executa de forma competente a história do autor que em 1936 ocupou o cargo de diretor de instrução do Estado de Alagoas, preso sem haver processo formal por seus ideais políticos durante o Estado Novo. Dentro de um olhar bastante pessoal, o longa aborda todo um momento intricado da história do Brasil. Já considerado como um dos grandes clássicos do cinema nacional, Memórias do Cárcere coloca em discussão de modo intenso, mas igualmente, seco, os limites da condição humana. Graciliano deixa um testemunho grandioso sobre o cárcere em que convivem em uma dinâmica: a mulher, o jovem, o negro, o nordestino, o homossexual, figuras que fizeram o autor combater seus próprios preconceitos. Um filme que fala não somente da liberdade, mas da fuga das relações políticas que aferrolha a sociedade brasileira.

  • jango

    jango

    Jango (1984)
    Silvio Tendler dirige o documentário que narra a trajetória de João Goulart enquanto presidente do país. Roteiro de Mauricio Dias e impecável trilha sonora de Milton Nascimento, o filme refaz a trajetória do homem deposto em 1964. A obra trata como João Goulart foi derrubado por promover transformações significativas em nosso país. Mudanças essas que afetariam diretamente as elites e seus interesses, ocasionando uma articulação que se aproveitou da histeria anticomunista e abriu as portas para a intervenção militar. A reconstituição é feita tomando registros de imagens de acervos de João Goulart e entrevistas com diversos personagens políticos, capturando boa parte do momento político de 1960. “Como, quando e porque se derruba um presidente” talvez seja um slogan de efeito que entregue um pouco do que nossa república esteja acostumada a experimentar.

  • acao

    acao

    Ação Entre Amigos (1998)
    A incrível narrativa de Beto Brant coloca na tela questões atuais como a Lei da Anistia e a Comissão Nacional da Verdade. O filme versa sobre a história de Miguel, Paulo, Elói e Osvaldo, presos pelas forças de repressão da ditadura em 1971. Durante o período de encarceramento são torturados por Correio, homem responsável pela morte da namorada de Miguel. Mais de duas décadas após o fim da ditadura militar, os quatro amigos e ex-guerrilheiros reúnem-se e se organizam com o objetivo de punir o homem que os causou mal durante o período em que estavam presos. O drama é um verdadeiro thriller complexo e repleto de reviravoltas que se destoavam do que, até então, era visto no cinema da década de 1990.

  • oqueeisso

    oqueeisso

    O Que é Isso Companheiro (1997)
    Baseado na obra de Fernando Gabeira, o filme de Bruno Barreto, que concorreu ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro no final da década de 90, mergulha na história verídica, mas repleta de licenças ficcionais, do sequestro do embaixador dos Estados Unidos, Charles Burke Elbrick, em setembro de 1969. O sequestro é executado por integrantes guerrilheiros do grupo de esquerda MR-8 e Ação Libertadora Nacional que combatiam a ditadura militar instaurada desde 1964. O filme coloca na tela reflexões acerca da importância do que é democracia, e da construção do conhecimento verdadeiro de luta.

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