09/11/2016 às 12h51min - Atualizada em 09/11/2016 às 12h51min

Esperança e solidariedade

Em um dos bairros mais carentes de Uberaba, a Vila Esperança, ou “Quiabo”, como é conhecido, nasceu um projeto simples, mas que tem levado alimento para o corpo e a alma de moradores de rua.

Há oito anos, Cleide Terezinha Braga da Silva e um grupo de voluntários fundaram o projeto Povo de Rua. Desde então, todas as sextas-feiras, eles preparam uma janta solidária.  Preparam os alimentos e depois que tudo está pronto, dividem a comida em marmitas e entregam a pessoas carentes vivem nas ruas da cidade.

Segundo Cleide, além das refeições, são distribuídos preservativos, roupas e cobertores. Eles também levam a palavra de Deus. Mais do que isso, levam ajuda e esperança para quem está na situação de desamparo ter um misto de fé e força para superar o vício e até mesmo o abandono da família, amigos e da própria sociedade.

“Estas pessoas estão em uma situação crítica, já perderam tudo na vida. A maioria está instável mentalmente, em depressão, eles precisam de tudo um pouco. Para aqueles que aceitam, também conseguimos atendimento médico e psicológico e os encaminhamos para a casa de recuperação Nova Jerusalém”, conta Cleide. “Com o aumento da criminalidade, o enfraquecimento das famílias e o avanço das drogas, é preciso ver o próximo com outros olhos. Estamos muito preocupados em sobrevir e esquecemos  de estender a mão para quem precisa”, destaca.

O projeto desenvolvido pelos voluntários é de extrema importância para esta população que é praticamente invisível e, que acima de tudo, precisa não só de ajuda para matar a fome, mas também para ser reintegrado à sociedade, com respeito e dignidade.

Para a caridade também é preciso investimento. E o grupo pede a ajuda da comunidade para manter as despesas mensais com a compra dos alimentos. “A gente compra em médica 15 quilos de arroz, 25 de carne, oito de feijão, fora as verduras, e 30 litros de suco. São distribuídas de 180 a 200 marmitas. Para manter o gasto mensal da janta precisamos da ajuda da comunidade. Precisamos de muitas doações”, reforça.

Além dos alimentos, podem ser doadas também caixas “vazadas”, aquelas usadas para transportar verduras e marmitas de isopor. “Nós usamos uma caixa de papelão para levar as refeições em marmitas de alumínio, mas elas amassam muito, por isso a necessidade de mudar para outras com material mais resistente”, comenta Cleide. “Toda ajuda é bem-vinda para que a gente consiga doar um pouco para quem já perdeu tudo”, completa.

As pessoas interessadas em conhecer o trabalho dos voluntários podem ir até a Capela de Nossa Senhora Aparecida, localizada na rua das Margaridas, 622, Vila Esperança. O trabalho é feito de 19h às 22h. Os telefones para informações ou doações são 3313-0088 ou 99967-6119.


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