09/11/2016 às 08h12min - Atualizada em 09/11/2016 às 08h12min

Projeto de Lei pode dar mais conforto a mulheres após serem vítimas de estupro

Não é de hoje que muitas mulheres relatam comentários maldosos, piadinhas e gracinhas de mau gosto após procurarem uma delegacia e registrar um estupro. Outras relatam até que já ouviram de agentes masculinos que elas mesmas foram as causadoras do terrível acontecimento.

O senador Paulo Bauer (PSDB-SC) apresenta Projeto de Lei (PLS 264/2016) em que a mulher seja atendida na delegacia de polícia por autoridade policial ou agente feminina. Para o senador, isso reduziria o trauma emocional e principalmente psicológico da mulher após sofrer um abuso.

O Uberaba Popular perguntou a mulheres o que elas acham desse novo projeto que tem tudo para virar lei e mudar o Código Penal.

“Apesar de geralmente achar tolice essa diferenciação de serviços por sexo, neste caso eu acho que pode ser favorável para as mulheres agredidas. Pois infelizmente existem muitos homens machistas que não dão importância a esse tipo de agressão. O ideal seria que não houvesse interferência no atendimento de todos os cidadãos independentemente de gênero, cor, classe social, etc... mas tendo em vista a situação da sociedade atual, talvez ainda seja uma medida necessária”, declara Aline Zanqueta Nascimento, engenheira civil, 24 anos.

“Na minha opinião seria uma boa causa sim, pois sendo uma delegacia apenas para mulheres seria mais vantajoso nos direitos nossos, sendo assim vão reivindicando fazendo uma união. Apoio a lei”, afirma Cassia Fukumoto Kobayashi, técnica em análises clínicas, 28 anos.

“Por um lado me parece meio grosseiro e preconceituoso, mas por outro lado penso que pode ser bom para nós, até porque uma mulher consegue entender a outra. Pois muitas das vezes vemos os descasos de certos delegados, quando mulheres vão fazer denúncias de estupros e de violência domésticas”, ressalta Carolina Rosa de Araújo, depiladora, 28 anos.

“Olha, eu acho melhor mesmo, nestes casos as mulheres ficam muito envergonhadas. E com isso, elas vão se sentir mais à vontade para tomar as devidas providências”, diz a empresária, Laís Renata Lima, 29 anos.

 Por último, o UP conversou com uma mulher que viveu essa experiência constrangedora.

 “Eu apoio e acho muito justo, inclusive já passei por uma situação constrangedora: uma vez sofri uma Maria da Penha, meu ex-marido foi preso e o policial que me atendeu me cantou! Então eu sou a favor dessa lei”, declara R.R (que preferiu não se identificar, para não se expor diante da situação vivida por ela), secretária, 26 anos.

O projeto começou a tramitar na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), onde aguarda o relator para se desenvolver.


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