08/11/2016 às 11h55min - Atualizada em 08/11/2016 às 11h55min

Fim da trégua: UFTM é “ocupada” novamente em protesto

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A entrada continua sendo controlada pelos alunos do movimento e não há previsão de desocupação | Foto: Joyce Nayara

A entrada continua sendo controlada pelos alunos do movimento e não há previsão de desocupação | Foto: Joyce Nayara

A entrada continua sendo controlada pelos alunos do movimento e não há previsão de desocupação | Foto: Joyce Nayara[/caption]

Estudantes da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) voltaram a ocupar o prédio do Centro Educacional, no bairro Abadia. A decisão foi tomada durante uma assembleia, realizada ontem, por volta das 20h.

São cerca de 60 alunos neste momento. Do lado de fora, eles colocaram vários cartazes com frases de efeito e palavras de ordem. Um deles diz: “Reocupamos legitimamente, pois nossa desocupação foi feita por coerção policial, e estamos cumprindo a deliberação tirada na assembleia do dia 25 de outubro, agradecemos a compreensão e apoio de todos. Juntos somos mais fortes, Ocupa UFTM”.

A entrada continua sendo controlada pelos alunos do movimento e não há previsão de desocupação.

Na última sexta-feira, os manifestantes haviam deixado o prédio depois de determinação judicial que pedia a desocupação imediata do prédio, sob pena de multa diária no valor de R$ 100 para cada dia de atraso por estudante que descumprisse a medida de reintegração de posse.

Uma das alunas que integram o movimento e que prefere não se identificar explicou que a retomada do prédio é para dar “continuidade a um processo que havia sido iniciado no dia 25 de outubro com a deflagração da greve e ocupação imediata”. Como não houve assembleia que ordenasse a desocupação, os estudantes entenderam que o mais coerente “é dar continuidade a esta escolha”.

Pela manhã a movimentação dentro do prédio foi tranquila. “Nós estamos fazendo mais é recepção das pessoas que chegam com dúvidas sobre o movimento, sobre os nossos objetivos, na parte da tarde teremos uma assembleia unificada com os três segmentos da universidade (no auditório Esmeralda, às 14h). Após a assembleia teremos um comando de greve onde serão discutidas as questões de hoje, e após o comando uma discussão sobre a PEC 55”.

Os alunos também estão se preparando para a paralisação nacional, no dia 11 de novembro. “Serão diversos atos nacionais, feitos por universidades e instituições ocupadas, e nós convidamos toda a população para participar também, porque não é uma luta que contempla apenas os estudantes, nós entendemos que é uma luta que se estende em todos os âmbitos da comunidade”.


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