03/11/2016 às 14h16min - Atualizada em 03/11/2016 às 14h16min

Empreendedores já sentem no bolso o aumento do gás de cozinha

Desde a última quinta-feira (1), o preço do gás liquefeito de petróleo (GLP), conhecido como o gás de cozinha, está mais caro. Segundo comunicado feito pela Petrobras, o reajuste é de 10% para uso residencial em botijões de até 13kg e refere-se a ajustes de custos operacionais, além de dissídios coletivos que ocorrem regularmente no mês de setembro. Em Uberaba, a média do preço do gás de cozinha varia entre R$ 55 e R$ 65 reais. Com o reajuste, valor do gás de cozinha deve ficar entre R$ 65 e R$ 73.

Os novos valores vão pesar e muito no bolso dos pequenos empreendedores que trabalham no ramo alimentício.

Para a microempresária, Adelina Batista dos Reis, dona de uma lanchonete no bairro Boa Vista, o aumento do produto vai impactar em cheio os lucros do seu negócio. “A gente faz uma média de 700 salgados por dia, um botijão de gás, aqui na lanchonete dura em média uma dia e meio. Ao longo do mês há um gasto de doze botijões. Este reajuste de 10% fará um rombo nos nossos lucros. Já que a venda dos nossos salgados sai em média R$3,50 a unidade. A princípio vou tentar não repassar este reajuste para os clientes mas, acredito que não será possível. Está tudo tão caro já temos gastos com as despesas com mercadorias, com o pagamento dos oito funcionários da lanchonete realmente este reajuste pesa, e muito, para nós pequenos empreendedores”.

No mercado de refeições há sete anos, a empreendedora Angeli Alves Santana, proprietária de um pequeno restaurante no bairro Estados Unidos, está apreensiva com aumento e não vê outra saída a não ser reduzir os gastos com a compra da cesta básica. “Aqui a gente faz em média cem refeições por dia, além da entrega de marmitas também fornecemos a alimentação no local. Para conseguir fazer tudo isso, gastamos em média oito botijões de gás por mês. Para nós afeta, e muito, este reajuste, pois estamos segurando o repasse de outros aumentos como o do feijão e do óleo. O gás será um aumento a mais para a nossa despesa diária. Ficamos em uma situação difícil. Neste momento que o país atravessa, se não aumentamos o preço temos prejuízos se repassamos este aumento para nosso cliente final perdemos o cliente. Para fugir desta situação vamos ter que pesquisar para tentar ganhar em os outros produtos mais acessíveis”.

Mas não é tão simples reduzir o gasto com produtos. Para Angeli, manter a qualidade usando produtos mais baratos pode agravar os efeitos. “Não podemos perder a qualidade dos nossos produtos. Hoje, trabalhamos com dois preços, por exemplo, um  mamitex pequeno, com duas carnes e salada separada, é vendido por R$ 10, enquanto um marmitex com três carnes sai por R$ 15.

Procurado pelo Uberaba Popular, o presidente do Sindicato dos Revendedores de Gás de Uberaba, Abel Ricardo, disse que só vai se pronunciar sobre o novo reajuste após a compra de mercadorias com os novos valores. No momento ele ainda está trabalhando com mercadoria antiga.


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