01/11/2016 às 12h19min - Atualizada em 01/11/2016 às 12h19min

Índice de infestação do Aedes aegipty não diminui e coloca Uberaba em alerta

A Secretaria de Saúde de Uberaba divulgou nesta terça-feira (01),  o resultado do LIRAa, o Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti.

Uberaba está em estado de alerta por causa da dengue. O LIRAa apontou que a cidade tem 1,6% de infestação, 0,2% a mais que o índice registrado em outubro do ano passado. O resultado é considerado estável mas preocupa. “Pedimos o envolvimento da sociedade no combate ao mosquito, precisamos de índices diferentes no ano que vem”, disse o secretário municipal de Saúde Marco Túlio Azevedo Cury.

O resultado também apontou que a maioria dos focos do mosquito transmissor da zika, dengue e febre chikungunya continua concentrado nas casas, em recipientes de animais e vasos de plantas.

O estudo também fez um diagnóstico dos bairros onde a infestação do mosquito é maior. No Centro, Morada das Fontes, Vila Maria Helena, Jardim Alexandre Campos e Abadia o cenário é desfavorável, com índice de 3,6%. Já nos bairros Mercês, Vila Celeste, Tutunas, Jardim Uberaba, Novo Horizonte, Recanto das Torres, Villagio Del Fiori, Residencial Dom Eduardo, Olinda, Pontal, Umuarama e Alfredo Freire IV e V tem índice de 0,6% que é considerado baixo.

Os números relacionados a dengue ainda assustam porque esse ano, já foram registrados mais de 2.066 casos positivos da doença e onze mortes. O número é mais que o dobro de mortes registradas no ano passado, quando cinco pessoas morreram por causa da dengue. De acordo com o secretário de Saúde, as 34 Unidades de Saúde e duas Unidades de Pronto Atendimento estão preparadas para fazer atendimento de pacientes com a doença.

O trabalho de prevenção deve ser reforçado por causa do calor e das chuvas, mas os 200 agentes que atuam de porta em porta, ainda têm dificuldades para entrar nas casas. “Esse é um dos principais problemas, temos um índice de 60% de pendência em imóveis vazios e com recusa, em que o agente bate no imóvel, mas não é recebido; não adianta cuidar do quintal do vizinho e esquecer o próprio” explicou o diretor do Departamento de Vigilância em Saúde Nelson Ranieri.

Outra preocupação da Secretaria de Saúde é com o número de casos em que falsos agentes se aproveitam da mobilização de prevenção à dengue para cometer crimes, se passando por profissionais. Ranieri lembra que todos os agentes andam uniformizados de calça azul escura e camisa de manga comprida azul clara e têm crachá de identificação. “ Caso ainda reste alguma dúvida, o cidadão pode ligar no Departamento de Zoonoses no telefone 3315- 4173 e confirmar com se os dados são realmente de um agente de endemias” finalizou.


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