02/11/2016 às 20h41min - Atualizada em 02/11/2016 às 20h41min

Trabalho não é mérito, é obrigação

Vereador eleito pelo PR, Almir Pereira da Silva é o atual vice-prefeito da cidade. Ele volta à Câmara, onde já esteve em outro mandato. Natural de Uberaba, Almir é o sexto filho do casal Rosa Maria Peralta e Wanir Pereira da Silva. É casado com Amábile Palvas Silva, com quem teve dois filhos. Radialista de profissão, é um homem voltado para as causas sociais.

Acima de tudo um visionário, acostumado a usar a sua voz em favor do povo, viu na política um caminho natural para ser o representante da comunidade na Câmara. Ele ainda se considera um iniciante nesta jornada e diz que está dando os primeiros passos para a construção de uma estrada promissora em prol do desenvolvimento de Uberaba.

Uberaba Popular – Você se considera um político de carreira?

Almir Silva – Na realidade, não posso dizer que tenho uma carreira política. Eu comecei muito jovem na política. Em 2008 fui candidato a vereador, tive quase sete mil votos, um dos mais votados de Uberaba, e procurei fazer um bom trabalho na Câmara dentro de uma linha de responsabilidade. Eu nunca escondi que sempre tive minhas pautas, como a causa social e o desenvolvimento de Uberaba. Através do  trabalho que consegui realizar dentro da Câmara, trouxe alguns projetos audaciosos como os próprios terminais de ônibus que estão aí, o famoso BRT, que eu sei que de repente todo mundo coloca em pauta e alguns até questionam, e hoje tem um índice de avaliação positiva de 80%, isso foi projetado por mim e se hoje é uma realidade, se hoje beneficia as pessoas mais carentes, aquelas que andam de ônibus, nasceu comigo na Câmara. A gente criou algumas leis como assentos nos bancos, por que na realidade você ia para um banco e só o correntista que tinha uma caderneta de poupança que tinha este privilégio. Hoje não, todas as agências são obrigadas a colocar assento para as pessoas. O Restaurante Popular, a lei foi feita pela Marilda, mais teve meu empenho, o trabalho, a dedicação, se hoje é uma realidade praticamente pronta para abrir, nós que colocamos as mãos. E tem outros projetos, cobrança do Olho Vivo, foi o primeiro requerimento quando eu entrei lá, já pensando em um projeto de segurança. Então, a maneira séria de trabalhar me credenciou a estar na condição de vice-prefeito, recebendo um convite do prefeito Paulo Piau. Mas eu nunca me imaginei político, aconteceu naturalmente na minha vida.

UP - Você teve oportunidade de conhecer os dois lados de uma administração municipal. O que isso vai somar para seu próximo mandato?

AS - A experiência de passar pelo poder executivo é importante. E saber diferenciar o que é o papel de um vereador , o que é o papel do executivo. Eu acho que está na hora do próprio vereador, do prefeito, do vice- prefeito, dos políticos né, colocarem de fato o que é  o papel de cada um. Não dá para chegar aqui e dizer que eu vou chegar dentro de uma Câmara de Vereadores e vou construir hospital, creche. Que eu vou fazer isso ou aquilo, porque isso não é o papel do vereador. O vereador é um elaborador de leis e um fiscalizador do executivo. Agora a experiência que eu tive me ajudou muito, me credenciou. Eu conheço a máquina administrativa e sei os caminhos e sei aquilo que eu posso fazer dentro da Câmara para fazer os projetos que eu tenho em mente avançarem. Eu dependerei, claro, de uma linha de parceria da atual administração. Por que é importante a gente colocar as ideias e a administração desenvolver os nossos projetos como foi feito. Como eu citei como exemplo, a questão do BRT. Eu trouxe a ideia, trouxe o plano o desenvolvimento, aonde tinha que buscar e o prefeito na época acatou a ideia. Então eu devo trabalhar desta maneira. Não vou jamais descuidar das causas sociais porque eu sempre gostei. Mas, eu quero trabalhar para um projeto de desenvolvimento da cidade de Uberaba. Eu penso que Uberaba tem que desenvolver com organização, de uma maneira planejada. Quando nós falamos aqui de BRT muita gente questionou, ‘será que Uberaba está preparada pra isso?’. Mas, se nós não prepararmos, quando é que isso pode acontecer? Precisamos começar a pensar grande, Uberaba tem condições de ter projetos audaciosos que faça com que a cidade cresça. Mas, numa linha de organização, de muito trabalho e de honestidade, que não é mérito, é obrigação.

UP – Qual a sua meta para 20017?

AS - Continuar trabalhando, para poder ajudar o cidadão que confiou em mim. Eu tive 3.807 votos. A partir do momento que eu chegar à Câmara, eu passo a trabalhar para estas 3.807 pessoas que votaram em mim, mas passo a trabalhar para mais de 350 mil que são de Uberaba. Eu passo a ser um vereador da cidade. Então o projeto é trabalhar  para minha cidade com responsabilidade.

UP - E como fica a corrida para o cargo de presidente da Câmara Municipal?

AS -  Assim, presidência é uma construção. Eu estou muito cavalheiro, em relação a isso, tenho condição de ser, estou preparado para ser por que eu conheço a Câmara, já passei por lá, fiz um bom mandato, um bom trabalho. Agora é um processo de construção, não depende só de mim. Eu fui procurado por dois ou três vereadores para que a gente avaliasse esta questão de colocar o nome. Então eu vou pensar, não tem nada definido. Tem outras boas pessoas, outros bons vereadores que também já estão pleiteando, eu respeito. São 14 vereadores, tenho certeza que a Câmara vai ter o discernimento de escolher um bom nome, que possa representar os vereadores, os colaboradores da casa e também a cidade de Uberaba. Eu estou muito tranquilo em relação a isso.


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