01/11/2016 às 22h18min - Atualizada em 01/11/2016 às 22h18min

Saara

Já se aproxima a hora do almoço, quando chegamos ao Saara, na Rua Tristão de Castro. O bar oferece salgados e comida árabe. "Agora já tem poucos salgados na estufa, a foto não vai ficar boa", alerta o
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senhor Jorge Adib Miziara, proprietário do bar.

Ex-vendedor da antiga loja Pan Mac, seu Jorge também foi dono de lanche por oito anos antes de montar o Saara, junto com a irmã, já falecida. "Minha irmã veio a falecer e eu continuei... e estou aqui isso tudo de tempo (21 anos), já enfrentei altos e baixos", diz.

Casado com uma professora, com filhos já formados, ele trabalha sozinho, fabricando pessoalmente todos os salgados e atendendo os clientes. Esse foi o jeito que encontrou para baixar as despesas e manter o negócio em funcionamento. "O segredo é procurar ganhar menos e diminuir as despesas".

Os filhos acabaram não se interessando pelo negócio do pai e seguiram outros rumos. Um deles ainda vem ajudá-lo no bar de vez em quando.

Seu Jorge reconhece deficiências no ponto onde o bar foi instalado. "O ponto não é bom não, não tem estacionamento, não tem acesso para pedestre... estou aqui só porque sou sozinho mesmo, se fosse para ter muita despesa eu não estaria mais, porque o local não oferece condições."

Apesar disso, a clientela do Saara é fiel e vem de longe para consumir os salgados. "Eu tenho muitos anos, né? Então tem muita gente que conhece e vem". Entre os frequentadores, alguns políticos. "Tenho muito amigo vereador, deputado", comenta. Em geral, os horários de almoço e final de tarde são de maior movimento. Muita gente busca os salgados para levar.

Ele conta, orgulhoso, como aprendeu a fazer os salgados. "Foi curiosidade. Eu fui aprendendo e desenvolvendo meu sistema, minha massa. A minha massa é minha massa, não tem cópia não", salienta.

Para ele, o movimento está diminuindo consideravelmente nos últimos anos. "Já teve duas crises, uma de 99 a 2000 e agora essa que tem um ano e pouco. Essa agora está só piorando", reflete.

Mesmo aposentado, seu Jorge vacila quando perguntado se pensa em fechar o bar, para descansar. "É, eu já tô pensando... mas, enquanto não tem nada pra fazer, vamos continuando..."

Os apreciadores dos salgados agradecem!


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