01/11/2016 às 21h13min - Atualizada em 01/11/2016 às 21h13min

Pacientes cobram agilidade no atendimento das UPAS

A cabeleireira Cláudia Beatriz Rodriguez entrou em contato com o Uberaba Popular para fazer um desabafo e expor o drama vivido, por ela e seus familiares, no último domingo.

Cláudia acompanhava o tio, que é diabético, na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do São Benedito, aguardando a transferência para um hospital para tratar uma ferida necrosada no pé. “Nós entramos em contato com alguns amigos, pedimos ajuda e conseguimos agilizar a transferência, e foi aí que veio a surpresa. Os funcionários da UPA não tinham atualizado a ficha dele e isso atrasou a transferência. Foram horas de angústia e preocupação. E quando finalmente a atualização foi concluída, tivemos outra dificuldade, não havia como transportá-lo até o hospital”, relata.

De acordo com a cabeleireira, a vaga do seu tio saiu no domingo antes do almoço, mas não havia ambulância disponível. A alegação de alguns funcionários é de que havia somente uma ambulância e o funcionário estava no horário de almoço.

“Não tinha como providenciar outra por que o setor de ambulância da Prefeitura não funciona no domingo. Ficamos sem saída, porque não podia levar ele no carro particular porque precisa de uma enfermeira para acompanhar. Não dava para ir com o SAMU, o jeito foi esperar até as quatro e meia da tarde para conseguir levar ele para o hospital. Foi um sufoco. Além da demora, meu tio foi colocado em um ambulância  cheia, com outros pacientes, para facilitar o transporte”, narra.

Cláudia afirma ainda que o atendimento foi muito difícil para a família. “Meu tio ficou quatro dias naquele lugar, os funcionários em sua maioria não estão preocupados em prestar um bom atendimento, meu tio ficou em uma cadeira várias horas, sempre que eu pedia uma maca a reposta era de que estavam todas ocupadas. Só conseguimos um lugar para ele com a ajuda de uma parente que andou pelo prédio e pegou ela mesma a maca. Isso é muito constrangedor para quem precisa do serviço público e não tem condições de pagar um tratamento particular”, desabafa.

Terça de movimento tranquilo

Nesta terça-feira, o atendimento nas UPAs era atípico, as recepções estavam vazias e o movimento tranquilo. Mesmo com o clima ameno de véspera de feriado, a aposentada Carmem Silva Rodrigues Araújo está há dois dias na unidade do Parque do Mirante acompanhando o marido, que sofreu uma paralisia facial e apresenta outros problemas de saúde.

“Ele passou mal, entortou o rosto e teve sequelas em uma das vistas. Ele já estava com a perna inchada por causa de outros problemas de saúde. A gente veio correndo, chegou aqui a médica aplicou o medicamento em menos de dez minutos. Ele está sendo bem atendido, apesar de estar em uma cadeira porque as macas já estão ocupadas”, conta.

Carmen diz que não tem o que reclamar do atendimento. “Toda vez que precisa a gente corre é aqui né? Agora estamos aguardando para fazer os exames. Sempre tá cheio, mas como a gente vai fazer, não tem como passar na frente, tem que ter paciência e esperar né? A noite inteira é um entra e sai de gente, mas graças a Deus nós conseguimos a transferência”, comenta. Segundo ela, o marido foi medicado e a expectativa é de ir para o hospital ainda na tarde de hoje.


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