24/10/2016 às 12h45min - Atualizada em 24/10/2016 às 12h45min

Alan Carlos

“Todo mundo sabe onde me encontrar: nas salas de aula, no consultório, e na Câmara agora. Não vamos fazer nada diferente do que fazemos fora do Legislativo. Vamos ser o que somos”. Palavras do professor Alan Carlos, um dos novos vereadores de Uberaba a partir de 2017.

Alan Carlos da Silva, 50 anos, é de Monte Carmelo. É profissional de Educação Física e cirurgião dentista por formação, e comunicador e narrador de futebol por dom. Casado com Lilian, também cirurgiã dentista. Pai de Ana Luiza, de 11 anos.

A carreira nos consultórios foi algo natural, “de família”. Com seis anos, Alan veio para Uberaba e os primeiros contatos com a Odontologia foram brincando – uma forma que os tios dentistas encontraram para aquietar o espevitado garoto.

“Após a separação dos meus pais, vim morar com os irmãos da minha mãe, e, de oito, quatro são cirurgiões dentistas. Eu era muito agitado, estava sempre brincando muito, e eles me davam uma lamparina e um “olecron” (esculpidor de dentes) para me dar uma acalmada”, recorda.

Alanzinho sempre gostou de jogar bola e, por necessidade, acabou conhecendo outras modalidades. Trabalhando como engraxate, encontrou o professor Afrânio de Almeida no posto Frei Eugênio e recebeu o convite para aprender judô. “Como que eu ia pagar? Mas o professor Afrânio disse que eu era muito falante, agitado, precisava praticar uma arte marcial, e eu ia para as aulas e faria a limpeza da academia depois. Me tornei faixa preta de judô e saí da academia já como profissional de Educação Física”.

Graduado em Educação Física em 1988, Alan quis continuar estudando e entrou para a primeira turma noturna de Odontologia da Uniube, formando-se em 1993. Era aluno e professor ao mesmo tempo e na mesma instituição: estudava Odonto e, como professor de Educação Física, dava aulas na disciplina de Prática Desportiva para os colegas de turma. Já são 26 anos como professor, sem contar os cargos de diretor de curso e chefe de departamento pelos quais passou.

No meio universitário, ficou clara a vontade de fazer algo pela comunidade. “A escola é uma caixa de ressonância da sociedade, então, no contato com a população nas quadras, nas piscinas, nos laboratórios, nas clínicas, sentia a necessidade de colaborar. Isso já vinha de casa também, minha família sempre desenvolveu ação social e se sensibilizou com o coletivo”.

Em 1988, Alan participou da campanha do professor José Thomaz Sobrinho e passou a gravar chamadas comerciais de rádio. Num dia, “brincava” de narrador no corredor da rádio. “O Machado Rocha ouviu e disse que eu era bom, eu respondi que só gostava de brincar, mas ele gostou e me convidou a trabalhar. Acabei aceitando e meu primeiro jogo foi Uberaba x Francana, em Franca, com muita chuva. Começou aí e foram anos ao lado de Moura Miranda”, conta, e completa dizendo o que defende: comunicação que informa, transforma e forma.

Sempre ligado às classes a que pertence (na trajetória, foi vice-presidente da Associação dos Profissionais de Educação Física, presidente da ABO (Associação Brasileira de Odontologia) de Uberaba, e vice-presidente do Conselho das Regionais da ABO-MG), Alan se filiou ao PPS e entrou para a política. Participou da eleição de 2004, pulou 2008 e, em 2012, ficou como segundo suplente (a primeira suplente, Denise da Supra, que acabou entrando na vaga deixada por Tony Carlos, teve apenas 16 votos a mais). Até que, em 2016, concorrendo pelo PEN, foi eleito com 2.926 votos.

A última campanha teve “adaptações” e Alan viu nas redes sociais um canal a explorar. “Falo mais que o ‘homem da cobra’, lido com gente toda hora, então apostei nos vídeos, passei a gravar depoimentos e postar. Formei uma equipe familiar, com amigos, alunos, que multiplicaram minha campanha”, destaca.

Entre as pessoas que encontrava, muitos apostavam que Alan não conseguiria ser eleito porque o partido não faria legenda. “Isso só me motivava mais”, afirma. O “jogo limpo” foi a tendência na campanha. Normalmente, acontecem os “pedidos” para os candidatos. “Sempre falei ‘isso eu dou conta, isso eu não dou conta’, sempre deixei claro”, afirma.

Saúde, Educação e Esporte serão a base do trabalho de Alan na Câmara. “Vamos servir com dignidade, fazendo o que é ético, moral e legal, dentro da competência do vereador, que é fiscalizar, e se houver algum projeto que não agrade, que não vá de encontro às necessidades das pessoas, venha de quem vier, estamos prontos para sentar com quem elaborou e discutir com bom senso e discernimento”, discursa.

Alan sabe que a população não está satisfeita com a situação política, algo evidenciado pelas abstenções e votos brancos e nulos. “Quero deixar um legado para quem confiou em nós para algo tão importante que é ser seu representante”, conclui.


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