21/10/2016 às 19h59min - Atualizada em 21/10/2016 às 19h59min

Rubério Santos

Rubério Santos é perseverante. As candidaturas mostram isso. Ele conseguiu ser eleito vereador em sua sexta tentativa.

Natural de Patrocínio, divorciado, 52 anos, pai de Georgia, Geovana e Laura, Rubério Geraldo Santos mora em Uberaba há 34 anos. É uberabense de coração e de diploma, já que recebeu o título de “Cidadão Uberabense”, do então vereador Jesus Manzano.

Veio para estudar Jornalismo na antiga Fiube. Antes mesmo de se formar, trabalhou na revista Reflexo e na TV Uberaba Manchete, onde continuou após graduado. Depois, foi para Patos, trabalhar na TV Triângulo, e voltou para ser assessor de imprensa do então deputado estadual João Batista Rodrigues. Passou pelas rádios Sociedade e Sete Colinas e, desde 1995, é assessor de comunicação da Prefeitura, como concursado. Também é assessor da Arquidiocese de Uberaba, há 19 anos. Tem três irmãos que ainda moram em Patrocínio, Rejane, Ricardo e Rogério, e dois que também são funcionários públicos concursados em Uberaba, Renato e Rosângela.

O jornalista começou a se interessar pela política quando assessorou o deputado João Batista e entrou no “meio” quando era o presidente da Associação dos Moradores do Conjunto Volta Grande. “Fui eleito em 1994 e fiquei quatro mandatos, sempre gostei de ajudar a comunidade, promover festas, buscar melhorias para o bairro”, conta.

Na primeira eleição para vereador que disputou, em 1996, recebeu mais de 600 votos. Nas três últimas, foram mais de 2 mil votos em cada. O pleito de 2004 talvez seja o mais amargo. “Fui eleito, mas não levei. Fiquei entre os 19, mas reduziram o numero de vereadores para 14. A lei eleitoral dizia que qualquer mudança tem que ser feita em um ano para valer no ano que vem, mas por interesses maiores dos senadores, mudaram e prevaleceu no mesmo ano”, recorda.

Depois de ficar como suplente por três vezes, Rubério venceu pelo PMDB, com 3.282 votos. “Perguntaram se eu ‘teria coragem’ de concorrer pelo PMDB, e fui o mais votado do partido, mais que o presidente da Câmara, Luiz Dutra, e que o Thiago Mariscal, que teve o apoio declarado do deputado Tony Carlos”.

Rubério aponta uma “série de fatores” para dessa vez ter conseguido a vitória. Ele diz que foi um “tripé”, formado por seu trabalho como diretor social da Cohagra, o apoio da igreja católica e os votos de servidores públicos. “O arcebispo pediu aos padres, através de carta, que se unissem em prol de um candidato, sob o risco de a igreja católica não ter nenhum representante na Câmara. Não é que não haja outro vereador católico, mas não engajado nos trabalhos”.

Para ele, religião e política podem se misturar. “Tudo envolve política. Se você faz uma política honesta, justa, traz bons resultados. Vou defender a doutrina social da igreja, os valores da cristandade, como honestidade, justiça, e não aceitar de qualquer forma a corrupção. Defender os valores da família, que a palavra de Deus seja levada a todos os cantos. Se a igreja precisa de uma área, eu como vereador, vou pedir, mas sou justo. Só precisa de uma área suficiente para uma construção e levar a palavra de Deus, não sou defensor de exageros”.

Os outros “pés” não são esquecidos. “Vamos defender o servidor também, por exemplo, corrigir o plano de salários. E lutar por mais habitação, pelo menos mais 4 mil casas”.

Os votos de pessoas que conquistaram uma casa junto à Cohagra, para Rubério, foram de “gratidão e confiança”. Ele lembra que os vereadores Dutra e Samir eram presidentes da Cohagra, ou seja, tinham “mais poder” que ele, como diretor. “Nessa eleição eu não estava propenso a ser candidato, mas como o presidente (Marcos Jammal) não quis e o prefeito me pediu, eu aceitei. Mas eu sempre falava pras pessoas: ‘você está recebendo a casa por mérito, nem eu nem Cohagra tem poder de dar casa para ninguém. Eu apenas tentava dar a melhor orientação, porque muita gente perde ‘por bobeira’, por não manter os dados do cadastro atualizados”. Nos loteamentos novos, como Marajó, Anatê, Rio de Janeiro, ele passou casa por casa. Completou o “tripé” visitando órgãos públicos e indo a missas e grupos de orações. “Não digo toda, mas andei 80% da cidade, nos bairros mais periféricos estive em todos, gastando muita sola de sapato. Minha campanha foi simples, sem muitos recursos, mais no santinho e na conversa”.

As novas regras de campanha agradaram Rubério. “Ter só 45 dias foi fundamental para quem tinha menos recursos, pois deixou a disputa em pé de igualdade. Por mim deveria manter, é um tempo excelente, e poderiam autorizar só o adesivo de carro e o santinho, nem precisa pregar nada nas casas”.

Os projetos que tem para o mandato que inicia em 2017 serão defendendo os interesses coletivos. Já tem projetos na área de saneamento básico e habitacional. Apesar de ser de situação, só trabalhará pelo que for “justo e honesto”, independente de partido. “Vai ser difícil, mas estou me preparando. Peço a Deus saúde para ter a disposição que sempre tive, para ir atrás de soluções”.

Antes de encerrar, perguntamos sobre algum hobby de Rubério. “Nem estou tendo, já que ir á missa não é hobby, e às vezes vou a três missas no fim de semana. Gosto de ver um futebol, vou ver se saio mais com minha filha menor, de 7 anos, tomar um sorvete. Meu hobby mesmo é ajudar os outros”.

Rubério agradece aos apoiadores da campanha. “São apoiadores antigos, a caminhada foi longa, perdi um ou outro. Vai acreditar em mim pra lá hein!? Vou trabalhar muito pra não decepcionar”, conclui.


Link
Notícias Relacionadas »
Comentários »
Comentar

*Ao utilizar o sistema de comentários você está de acordo com a POLÍTICA DE PRIVACIDADE do site https://uberabapopular.com.br/.
Plantão
Atendimento
Envie a sua sugestão de notícia pelo PLANTÂO.