20/10/2016 às 11h36min - Atualizada em 20/10/2016 às 11h36min

Denise Max

Depois de uma viagem para Santos, Denise acabou encontrando o cachorro da família, Rex, morto, há alguns dias. Aos oito anos de idade, tal imagem é transformadora. Não vem daí o amor de Denise pelos bichos. Não. Vem daí o fortalecimento pelo cuidado com eles. Denise de Stéfani Max, a Denise da Supra, é filha de uma contadora com um dentista que também foi telégrafo – a menina adorava ir ao Correio ver o pai telegrafar.

Foi uma criança ativa, que ocupava quintas e ruas, como todas as outras de sua idade, naquela época. Estudou no Grupo Minas Gerais até seus 16 anos, quando, por conta do trabalho do pai (que tinha tomado gosto pela cidade), foi morar em São Paulo. Na “Terra da Garoa”, Denise começou e parou três faculdades Odontologia, Jornalismo e Biologia. Certamente por conta de seu espírito militante e inquieto. O mesmo espírito que a fez abraçar a causa que mudaria sua vida para sempre: a proteção aos animais.

Um dia recebeu uma ligação do pai: um cão estava postado em frente à delegacia de polícia, esperando pelo dono, um morador de rua que havia sido preso e seria transferido para o Carandiru. O pai pediu para que Denise buscasse o fiel cachorro. Ela assim o fez e levou não sôo cão, como a certeza de que faria isso pelo resto da vida. Passou a atuar com maior veemência na causa e pela causa. Percorreu diversas cidades, como Jubatuba, Mairinque e São Sebastião, resgatando, amparando e lutando por diversos animais. Ficou por lá até 1998, quando voltou pra Uberaba.

Em Uberaba, botou sua força à frente da SUPRA, a Sociedade Uberabense de Proteção Animal. Faz, desde então, das “tripas coração” para manter viva a ONG e, sobretudo, a ajuda aos animais. Bateu em portas (nem sempre abertas), buscou ajudas, brigou, arranjou amigos e inimigos. E de tanto lutar e configura-se com uma pessoa persistente e batalhadora, foi convidada pelo PR para candidatar-se à vereadora. O convite tinha um interesse subliminar: Denise preencheria a “cota” de mulheres candidatas, cumprindo, assim, uma determinação da lei. Com uma campanha baseada no capital afetivo, sobretudo das amigas Kate, Thaís e Kelly, e com pouquíssimo recurso financeiro, obteve incríveis 2.698 votos, ficando como 1ª suplente. Um ano depois, após o vereador Tony Carlos assumir cadeira como Deputado Estadual, Denise entrou. A posição lhe deu oportunidade de fortalecer sua militância pelos animais. E não só: ampliou sua atuação em ações de combate à violência contra a mulher, nos direitos dos idosos e na causa LGBT. Nas eleições desse ano, já era uma realidade e não mais alguém que preencheria uma cota. Com 4.395 votos, a segunda mais votada, elegeu-se para seu segundo mandato.

A responsabilidade social de Denise se coloca totalmente independente da caridade. Promover a conscientização em relação ao respeito aos animais é uma das bandeiras mais importantes da causa. Animais possuem suas individualidades e não estão aqui para nos servir. Denise não desvia seus olhos das injustiças com os bichos, pelo contrário, encara. Como mulher corajosa e batalhadora que sempre foi.


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