19/10/2016 às 18h41min - Atualizada em 19/10/2016 às 18h41min

Indústria teme manobra para aumentar ICMS de etanol

Desde o dia 4 deste mês já está na Assembleia Legislativa um Projeto de Lei (PL) que prevê a elevação da alíquota de Imposto sobre Circulação e Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) de 14% para 20%, no caso do etanol, e de 29% para 30% no caso da gasolina. Se o texto for aprovado como está, e virar lei, o litro do álcool vai subir R$ 0,18 e o da gasolina vai ficar R$ 0,04 mais caro.

Em Uberaba, no fim de setembro o Procon divulgou uma pesquisa mostrando que a variação do combustível em 68 postos nas zonas rural e urbana da cidade chega a 15%. O preço mínimo do litro é de R$ 2,59, já o valor máximo cobrado chega a R$ 2,99. Por  isso, muita gente cruza a BR 050 e o Rio Grande até a via Anhaguera, no estado de São Paulo em busca de economia.

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a-promotora-de-vendas-beatriz-carvalho-tambem-aproveita-para-encher-o-tanque-em-igarapava

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Beatriz Carvalho[/caption]

A promotora de vendas Beatriz Carvalho aproveita as oportunidades que tem para encher o tanque em um posto de combustíveis em Igarapava, na divisa de Minas com São Paulo. “Sempre que passo pela cidade dou preferência para abastecer aqui, pelo valor, não tem compensado em abastecer em Uberaba”, explicou.

O vendedor Gilmar Rodrigues, de Divinópolis faz a mesma coisa. Ele diz que a economia no fim do mês chega a quase R$130 reais.

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afonso-donizeti-gerente-posto-em-igarapava

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Afonso Donizeti[/caption]

Afonso Donizeti é gerente do posto de combustíveis em Igarapava. Ele lembra que apesar do potencial produtor dos dois estados, em SP, o incentivo à produção é maior, e isso acaba refletindo nas condições de vendas para o cliente. “ Minas é voraz na tributação de impostos e São faz diferente, incentivando a produção e essa é razão que faz com que possamos vender mais barato o etanol”, contou.

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marcio-campos-presidente-da-siamig

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Mário Campos[/caption]

Mário Campos, presidente da Associação das Indústrias Sucroenergéticas de Minas Gerais, a Siamig,  avalia que se a manobra do governo mineiro em subir o imposto der certo, haverá queda de competitividade e toda reação no mercado conquistada pelo setor na última década vai retroceder. “Esperamos um diálogo com o governo, já que a redução do ICMS nos últimos anos possibilitou novos investimentos, somos o segundo maior consumo de etanol hidratado no Brasil, há três anos éramos o quinto, essa situação de crescimento não pode parar”, analisou após lembrar que, a última mudança adotada pelo governo, com o congelamento do imposto, significou o início da recuperação das indústrias no estado, que vinha de uma crise muito forte com fechamento de nove unidades industriais.

Mas segundo, o presidente da Siamig, o setor ainda teme que essas alterações tributárias impossibilitem uma ajuda ao país na redução da emissão de gases do efeito estufa.


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