17/10/2016 às 21h54min - Atualizada em 17/10/2016 às 21h54min

Voluntário é agredido por estar fantasiado de palhaço

As lembranças de Thiago Alves Pereira, 31 anos, são horríveis. Acostumado a levar alegria a crianças e idosos, o palhaço agora só se recorda do pânico que passou. “Entrei no ônibus e comecei a ser hostilizado por quatro pessoas, levei chutes e pontapés no rosto”, contou.

A violência não pode ser justificada, mas a explicação pode estar na onda de palhaços assustadores  que começou nos Estados Unidos. Depois se espalhou pelo Reino Unido.

Tudo não passaria de uma pegadinha. Há quem diga se tratar de uma campanha publicitária de um filme de terror. Nas redes sociais, o assunto ganhou o mundo. No Brasil, até então, há muitos boatos sobre o tema e fotos sendo questionadas. Mas essa semana, esse caso repercutiu nacionalmente.

O estudante de Uberaba, voluntário em asilos, creches e hospitais foi agredido dentro do transporte coletivo por estar fantasiado de palhaço.

O caso foi parar na Polícia. Na delegacia, o agressor de 19 anos, foi ouvido na noite da última sexta-feira (14) e em seguida liberado. Ele disse que confundiu Thiago com os palhaços do mal que estão circulando pela internet.

O jovem palhaço de Uberaba faz trabalhos voluntários há dez anos. Sai de casa todos os dias fantasiado. Não gosta de revelar o rosto por trás do sorrisão! Aliás, o Palhaço Sorrisão ganhou esse nome por conta da marca registrada:  sorriso.

Apesar da agressão, Thiago não perdeu a graça e garante:  não vai desistir do trabalho social. “Não posso me abater, um artista, um palhaço não perde a alegria e é isso que quero levar para as pessoas”, disse.

Em Uberaba, um post na internet deixou a população em alerta. Um jovem diz que ataques na cidade por bandidos fantasiados de palhaços não poderão ser evitados. O relato foi postado no dia 10 de    outubro e afirma que os ataques serão direcionados principalmente a menores de idade.

O delegado chefe do 5º Departamento de Polícia Civil, Heli Andrade, diz que a população não precisa ter medo. “É um caso isolado, esse rapaz que está provocando alardes quer aparecer e a Polícia já está tentando localizá-lo”, esclareceu Andrade.

Se é modinha, ou se a mania vai demorar a passar, não dá para saber. Mas a imagem que muitas pessoas ainda têm dos palhaços é a mesma da funcionária pública Ana Teixeira, que desde cedo, ensina ao pequeno Arthur, de 2 anos, uma lição que deveria ser passada a diante: tolerância e alegria. “Sempre digo ao meu filho que os palhaços são bons, tem um bom coração, são engraçados e nos fazem rir”, finalizou.


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