08/10/2016 às 20h13min - Atualizada em 08/10/2016 às 20h13min

Márcio e a flauta doce

Quem passa pelo semáforo da Igreja Medalha Milagrosa, na Av. Santos Dumont, encontra o Márcio pedindo esmolas, mas como todo mundo, ele tem uma história e o Uberaba Popular parou para ouvir.

Márcio Roberto da Silva Ramos da Cruz é belo-horizontino, tem 43 anos e deixou na capital mineira os seus quatro filhos e a sua ex-mulher. “Ela pisou na bola comigo. Eu perdoei ela, mas ela não quis me acompanhar”.

Serralheiro, Márcio está em Uberaba há seis meses e ainda não conseguiu emprego, mas ganhou uma flauta. “Foi uma doação da Top Som. Eles me deram essa flauta com todo carinho e eu descobri que quero ser músico. Tenho ido ao Conservatório Renato Frateschi, mas “eles” não me deixam tocar a flauta. Ela está estragada”.

O futuro músico só tira uma canção na sua flauta doce: Escravo de Jó. “Eu aprendi quando eu tinha 13 anos e quando ganhei a flauta fui lembrando de ouvido”.

Márcio acredita que, “mesmo cara”, ele ainda terá uma flauta transversal, mas já ganha a vida com a profissão que descobriu querer seguir. “Quando cheguei aqui fui morar na rua e depois no albergue, mas lá não deu certo. No dia em que cheguei lá, vi morrer um senhor. Não quis ficar. Agora pago meu aluguel, que é R$ 400,00, com o que ganho aqui tocando no sinal”.


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