02/04/2021 às 11h35min - Atualizada em 02/04/2021 às 11h35min

Chico Xavier: caridade e amor

Maior expoente do espiritismo no Brasil, médium completaria 111 anos

Janaína Sudário



Francisco de Paula Cândido, o Chico Xavier completaria nesta sexta-feira, 2 de abril, 111 anos. Uma das personalidades mais importantes de Uberaba, ele é lembrado pela filantropia, pelo assistencialismo e pela difusão da doutrina espírita no Brasil e no mundo.
 
Nascido em Pedro Leopoldo em 1910, Chico Xavier teve uma infância difícil. Aos cinco anos, após o falecimento da mãe, Chico foi morar com uma madrinha.

Segundo relatos históricos, o pai distribuiu os nove filhos entre parentes e Chico teria sofrido diversos abusos emocionais sob os cuidados desta mulher.

Sabe-se que Chico Xavier manteve contatos sobrenaturais com a mãe, desde o seu falecimento, e que sempre foi acometido pelas manifestações mediúnicas.

Foi aos 17 anos que o médium iniciou as atividades psicográficas e um ano mais tarde fez as primeiras publiações em folhetins do Rio de Janeiro e Portugal.

Entre 1931 e 1932 vieram as primeiras obras e, consequentemente, surgia o interesse da mídia, de estudiosos e, claro, da opinião pública. Ovacionado por muitos e desacreditado por tantos outros, Chico deu início às primeiras atividades na casa espírita Luiz Gonzaga.

Em 1959, Chico chega a Uberaba. As suas atividades espíritas viram alvo da imprensa, mas ele consegue dar continuidade às suas psicografias e ações assistencialistas. Em 1965, reuniu mais de 11 mil pessoas na Comunhão Espírita Cristã, onde realizou, em parceria com o também médium Waldo Vieira, uma gigantesca distribuição de alimentos e roupas para a comunidade mais necessitada.

Uma década depois, Chico se desliga da Comunhão Espírita e funda o Grupo Espírita da Prece. Os direitos autorais das suas obras eram cedidos, gratuitamente, às editoras espíritas, para a Federação Espírita Brasileira e outras entidades de caridade, por meio de registros em cartório. Estima-se que Chico Xavier possa ter psicografado cerca de 500 livros, com mais 60 milhões de exemplares vendidos, o que o coloca como um dos maiores escritores do Brasil.

Além disso, Chico teria psicografado mais de 10 mil cartas. As famílias sempre reconheciam como verdadeiros os conteúdos das psicografias e, em algumas situações, foram utilizadas como provas em esclarecimentos de casos judiciais.

O fato de nunca ter usufruído do dinheiro conquistado com as publicações, de ter continuado com a vida simples e humilde de médium em Uberaba e promover tantas ações de caridade e assistencialismo social, fazem com que Chico Xavier seja uma figura quase que incontestável e ovacionada por milhares de pessoas, independentemente, da religião ou da doutrina que propagou.

O médium faleceu em Uberaba, no dia 30 de junho de 2002, aos 92 anos. Os centros espíritas fundados por Chico Xavier, Grupo Espírita da Prece e Comunhão Espírita Cristã, em Uberaba e Centro Espírita Luiz Gonzaga em Pedro Leopoldo, continuam funcionando e realizando as assistências sociais.

As casas onde Chico morou foram transformadas em museus. Os locais guardam psicografias, livros, roupas, objetos pessoais e são abertos a visitações. Em 2016, a Prefeitura Municipal de Uberaba inaugurou o Memorial Chico Xavier, com galerias de exposições, biblioteca, auditório e praças contemplativas.

Entre as honrarias oferecidas a Chico Xavier estão homenagens compostas por diversos cantores, entre eles Roberto Carlos. Em 2006, o médium foi eleito como O Maior Brasileiro da História. Ele chegou a ser indicado ao Prêmio Nobel da Paz, depois de conquistar dois milhões de assinaturas pedindo a candidatura do médium.

 
Link
Notícias Relacionadas »
Comentários »
Comentar

*Ao utilizar o sistema de comentários você está de acordo com a POLÍTICA DE PRIVACIDADE do site https://uberabapopular.com.br/.
Plantão
Atendimento
Envie a sua sugestão de notícia pelo PLANTÂO.