06/10/2016 às 20h19min - Atualizada em 06/10/2016 às 20h19min

Autistas têm ensino especial

A luta pela inclusão social vem sendo travada diariamente pelas pessoas que possuem qualquer tipo de deficiência. O portador de autismo (cujo novo termo médico é Transtorno do Espectro do Autismo) vem a passos contínuos ganhando seu espaço na inclusão, principalmente na educação básica.

Na Escola Municipal Uberaba, a diretora Gislene de Freitas Rocha afirma que a instituição tem doze alunos autistas e busca acolher esse ou qualquer aluno com deficiência e o capacitar na medida do possível, respeitando sempre o jeito e o ‘tempo’ do aluno. “A escola hoje conta com 15 professores de apoio que acompanham o aluno dentro e fora de aula”, conta a diretora.

O professor de apoio assiste o aluno com autismo e faz uma parceria com o professor regente. “Isso faz com que o aluno portador de espectro autista possa ter o aprendizado facilitado. Cada professor de apoio fica com no máximo três crianças por sala”, complementa Gislene.

Hoje a Escola Municipal Uberaba tem 60 turmas e somente oito não possuem alunos com algum tipo de necessidade especial. A demanda é grande, ao todo são 70 crianças com deficiência na escola, incluindo o espectro autismo. A diretora menciona o apoio que recebe da Secretaria de Educação, responsável pelo custeio do professor de apoio. “A gente está sempre estudando, temos a formação continuada, que tem a habilidade nos processos de inclusão nas escolas. Temos a cooperação de uma psicóloga em reuniões externas para nos orientar sobre como nos comportar com alunos”.

A avaliação dos alunos com espectro autista é deliberada sempre em conjunto com os dois professores (apoio e regente) e mais a própria família para decidir se o aluno vai passar de ciclo. É sempre uma decisão conjunta, pois o critério de avaliação é diferente de uma criança que tem um desenvolvimento normal. “São observados os pequenos ganhos que aquele aluno obteve como a linguagem, se já conhece a primeira letra do seu nome, se consegue ler uma pequena frase. Cada pessoa tem o seu tempo, não o tempo de relógio, mas sim o tempo de conhecimento”, ressalta a diretora.


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