06/10/2016 às 20h01min - Atualizada em 06/10/2016 às 20h01min

Ensino Médio passará por reforma em sua estrutura

Discussões, textões, críticas e muita polêmica. Esse foi o saldo da primeira semana após o Governo anunciar uma reforma do Ensino Médio no país. O anúncio oficial foi feito em 22 de setembro, quando o confuso e sucateado Ministério da Educação (MEC) apresentou documento onde Disciplinas que sempre figuraram nos boletins iriam passar a ser optativas: Educação Física, Filosofia, Sociologia e Artes.

Com a mudança, apenas Português, Matemática e Inglês devem ser obrigatórias para o fim do ciclo (atualmente são 13 matérias), enquanto as disciplinas restantes serão escolhidas pelo aluno (ou pela escola) dentre cinco áreas de ênfase: Linguagens, Ciências da Natureza, Ciências Humanas, Matemática e Formação Técnico e Profissional.

No dia 23, o governo havia anunciado mudanças técnicas e voltado atrás em um ponto, afirmando que, por ora, essas matérias seguiam sendo obrigatórias. Com isso, a mudança pode passar a valer no próximo ano.

Colocada como medida provisória, a reforma já entrou em vigor, mas, na prática, não há efeitos reais, já que ainda será analisada pelo Congresso, e seu conteúdo pode ser alterado por meio de votações na Câmara e no Senado. Assim, esses procedimentos devem ocorrer em 120 dias, ou a medida deixa de ter valor legal.

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Larissa Martins[/caption]

A uberabense, professora e mestra em Educação, Larissa Martins considera a reforma “um remendo” e opina que as medidas desvalorizam o professor. “A reforma do ensino médio é um remendo para o ensino no Brasil, já que veio por medida provisória, não um remédio. Tal reforma, discricionária e unilateral, aumenta a carga horária como medida para diminuir a evasão escolar. Ora, se o aluno do ensino médio já não se interessa por 5 horas na escola, imagine ficar 7! Outro ponto inaceitável, entre tantos, é a desvalorização da profissão de professor. Absurdo em um texto sobre educação prever que pessoas sem formação específica (licenciatura) possam ministrar conteúdo em uma escola. A reforma deixou claro para nós, professores, que além de desvalorizados financeiramente, somos vistos como cobaias de cursos de formação inicial, ou seja, como profissionais de uma área qualquer, não como profissionais da Educação com letra maiúscula.”

A ideia do governo e do MEC é incentivar que as instituições de ensino ofereçam ao estudante a oportunidade de dar maior importância em alguma dessas cinco áreas. Já entre os conteúdos que deixam de ser obrigatórios nesta fase de ensino estão artes, educação física, filosofia e sociologia. Entretanto, o conteúdo dessas disciplinas não será propriamente eliminado, mas o que será ensinado de cada uma delas dependerá do que estiver dentro do conteúdo obrigatório previsto na futura Base Nacional Comum Curricular (BNCC).


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