06/10/2016 às 19h50min - Atualizada em 06/10/2016 às 19h50min

Motoristas respodem a críticas

Após a publicação de matéria sobre o transporte coletivo da cidade, na edição passada, um grupo de motoristas procurou a reportagem do Uberaba Popular pedindo “direito de resposta”. Na matéria anterior, usuários reclamavam da pressa de alguns motoristas para cumprir os horários e, na oportunidade, o superintendente de Transporte Coletivo da Prefeitura, Claudinei Nunes, avaliou que os condutores que correm, por impaciência, são minoria.

O motorista Cleiton Rodrigues de Almeida diz que o superintendente não conhece a realidade do dia-a-dia dos profissionais. “Não andamos apressados porque queremos. Nossa profissão é uma das mais estressantes, enfrentamos pressão para cumprir horários apertados, dirigir com segurança e atender os passageiros, trabalhando sem cobradores”, desabafa.

O colega Márcio Barreto critica os tempos determinados para as viagens. “Eles pegam um carro, passeiam e estipulam o tempo, mas no coletivo tem uma série de fatores que não levam em conta: idoso, cadeirante, condição da via, trânsito, horário, e não pensam nisso”. O companheiro de trabalho, Clésio Ribeiro, comenta que em caso de atraso a instrução é ligar para informar os motivos. Porém, não podem telefonar com o veículo funcionando. “Os ônibus têm câmeras, temos que parar e perder mais tempo”.

Outro condutor, Aguinaldo dos Santos, destaca que os motoristas não trabalham para a Prefeitura. “Apenas prestamos serviço para uma empresa contratada e deveríamos dar satisfação a ela”, declara. “Temos o nosso encarregado, os fiscais da Prefeitura não têm que ficar chamando nossa atenção”, continua Cleiton.

Em caso de atrasos ou outras ocorrências, os fiscais da Prefeitura notificam as empresas de ônibus que, por sua vez, passam a advertência aos funcionários.

Para Márcio, os fiscais não deviam ficar só no terminal. “Tinham que andar nos ônibus lotados ou ficar nas ruas, vendo porque atrasamos. Tem muita coisa que atrapalha no trânsito, pontos sem placas, locais em que enfrentamos dificuldade para estacionar nos pontos porque tem carros atrapalhando, e ninguém fiscaliza isso. Estamos desprezados”.

O superintendente Claudinei Nunes diz que a insatisfação dos motoristas com os fiscais não se justifica. Ele explica que o contrato com as viações é por concessão, mas isso não tira a responsabilidade da PMU. “Os motoristas não têm que tratar com a Prefeitura, e sim direto com as empresas que prestam o serviço para a Prefeitura. Mas a Prefeitura tem que fiscalizar sim porque é um direito da população ter um serviço prestado com boa qualidade”.

Claudinei lembra que, na reportagem anterior, considerou bom o trabalho da maioria dos empregados. “Eu disse que 80% dos motoristas são bons, e acho que é um número positivo. Toda área, toda empresa tem bons e maus profissionais. Temos que destacar os bons e lembrar que, assim como motoristas, existem passageiros difíceis também, e os motoristas que sabem lidar com isso merecem todos os elogios”.


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