14/01/2020 às 18h54min - Atualizada em 14/01/2020 às 18h54min

Márcio Andréas lança álbum com composições inéditas

Em seu segundo trabalho solo, vocalista da banda Baltazares apresenta músicas com sentimento e simplicidade

Janaína Sudário
Depois do disco 'Cada um na sua galáxia', lançado em 2016, Márcio Andréas retorna ao estilo pop rock mineiro com 'O Jardim'. “Mais tranquilo” como ele mesmo define, o álbum solo traz oito músicas inéditas. Lançado no dia 12 de janeiro, o disco está disponível em todas as plataformas digitais, incluindo Spotify e Deezer.

Menos inquieto com o sucesso e mais preocupado com a qualidade das suas produções, o vocalista da banda Baltazares avalia que, apesar de estar mais barato fazer música no Brasil e mais fácil divulgar os trabalhos realizados, a maioria do material lançado é descartável.

Márcio Andréas dividiu a produção do disco com Ricardo Barboza, que conta ainda com a participação do baixista Gustavo Rodrigues da Cunha, do guitarrista Pedro La Roque e do baterista Giovani Longo.

Os shows com o novo repertório devem acontecer após o período de divulgação do álbum, entre os meses de janeiro e fevereiro.
 
Uberaba Popular - O que é O Jardim?
Márcio Andréas - Esse é um disco mais tranquilo. A minha história com os Baltazares é um pouco mais pesada. Pensei mais nas letras do que no som, propriamente dito. Achei o resultado bacana e mais fácil de se ouvir, em relação ao trabalho solo anterior. Talvez pela simplicidade, por não ser tão virtuose e ser mais sentimento mesmo.

UP - Você envelheceu Márcio?
MA - (risos). Pode ser. Acho que este amadurecimento acontece. Compor e fazer música é um trabalho diário e, é claro, que com o tempo a gente vai ganhando experiência. Mas eu ainda tenho os meus momentos de fúria. A música Formigas na Boca, por exemplo, não é pesada de som, mas traz um peso na letra, que ainda define bem o que sou e o que penso.
 
UP - Como foi entrar nesta onda digital?
MA - Até o Cada um na sua Galáxia o disco foi prensado. Vendi muito, mas a coisa mudou tanto que ninguém tem o aparelho para tocar. Embora o alcance da internet seja muito maior, e eu tenho que me adaptar a essas plataformas, todo dia tem milhares de pessoas lançado seus trabalhos. Ao mesmo tempo que é muito mais fácil, pulverizou demais. É muito vídeo, muita música. É louco. Muito comercial, instantâneo e descartável.

UP - E como é para você lançar um material que foge destes padrões comerciais atuais?
MA - O que me interessa é fazer uma música relevante. Tem artista que lança uma música hoje e depois de seis meses, um ano, ninguém mais lembra desta pessoa. São trabalhos realizados para entretenimento. Para mim, há uma enorme diferença entre entretenimento e música. E para piorar, nós criamos uma cultura de não poder criticar o que é ruim. Na verdade, você não fala da pessoa, mas do trabalho. Hoje, a música de massa é mesmo um lixo. Só que se eu falar isso, vão dizer que estou com inveja de quem faz sucesso. Por isso continuo fazendo música do jeito que eu acho que é a música e quem gosta do meu trabalho vai me ouvir por isso. Ainda tem muita gente que gosta de música boa, com boas letras e eu não vou desistir disso.

 
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