20/11/2019 às 22h11min - Atualizada em 20/11/2019 às 22h11min

Gi Assunção apresenta o espetáculo Alice em: que País é Esse?

Longe do mundo mágico, Alice viverá nos dias atuais com todos os problemas enfrentados pela humanidade

Janaína Sudário

O Studio de Dança Gi Assunção promete emocionar o público com o espetáculo Alice em: que País é Esse?, no próximo sábado, às 20h, no Teatro SESIMINAS. 

Inspirada na famosa obra infantil, Alice no País das Maravilhas, a apresentação contará com a participação de 63 integrantes, incluindo a professora e coreógrafa, Giane Assunção. 

Contrária a obra, Alice não estará num país mágico e cheio de encantos. Ela viverá os dias atuais com todos os problemas enfrentados pela humanidade. 

Para a idealizadora da remontagem, Giane Assunção,  a ideia é fazer com que os espectadores reflitam, com o balé e com a arte, sobre a depredação do mundo e das pessoas.

“O espetáculo está lindo. Eu queria fazer uma obra diferente, já que todo o meu trabalho é focado no que é importante para o nosso dia-a-dia e para a nossa reflexão, com temas criativos e com os quais as pessoas se identifiquem”. 

Fundado há três anos, o Studio Gi Assunção recebe alunos com deficiências motoras e mentais. Hoje a escola conta com quatro bailarinos deficientes  que farão parte do espetáculo. 

“O mais difícil é aceitar. Tem escolas que simplesmente falam não. Como pedagoga, trabalhando onze anos com alunos em instituições de ensino, eu não tenho direito de falar não para estas pessoas. Todos somos iguais, cada um com a sua limitação diferente”, explica Giane. 


Há três meses, Karen Maria Pessato Jeronimo, a Kaká, de 17 anos, integra o corpo de dança do Studio Gi Assunção. Ela tem limitações motoras e fará uma participação especial no sexto ato do espetáculo. 

Para a mãe da Kaká, Janaína Pessato Jeronimo, a proposta do Studio é executar a verdadeira inclusão. “Ela, com a limitação motora, mostra o cognitivo totalmente preservado para a dança, o prazer de fazer, de participar da coreografia, no momento dela, na hora dela, feliz, como se ela pensasse: eu estou aqui tocando a minha cadeira com pouquíssimo movimento, mas feliz e realmente integrada. Isso é a verdadeira inclusão. Não é você querer modificar a pessoa para o ambiente que ela está. É você fazer acontecer conforme a necessidade e o potencial que a pessoa com deficiência tem”. 

Além da inclusão, Giane conta que a maioria dos seus alunos são pessoas adultas e que nunca tiveram acesso ao balé. “O meu carro chefe são os adultos que não são bailarinos. Alguns estudaram oito, nove anos, mas  tenho alunos homens que vieram acompanhar as esposas e que quiseram experimentar o balé. Estão aprendendo. Isso é o maravilhoso de ensinar. Ensinar para quem sabe é muito fácil. Ensinar para quem não sabe, para quem tem limitações e que não está familiarizado, esse é o  nosso desafio”.

Os ingressos estão sendo vendidos na bilheteria do Teatro Sesi Minas, que fica na Praça Frei Eugênio 231, das 13h às 19h, ou na plataforma de eventos Sympla. A classificação é livre e os valores são de R$ 30 e R$ 15, para inteira e meia entrada, respectivamente.
Link
Notícias Relacionadas »
Comentários »
Comentar
(caracteres restantes: 500)
Plantão
Atendimento
Envie a sua sugestão de notícia pelo PLANTÂO.