23/05/2019 às 22h39min - Atualizada em 24/05/2019 às 00h27min

Vende-se alface doando sorrisos

[caption id="attachment_15796" align="aligncenter" width="600"] Máxima é diarista e concilia a venda da alface com o trabalho de faxina[/caption] A multiprofissional Máxima Helena Arcanjo, tem 45 anos, é mãe da Maria Rafaela de 17 anos, da Emanuelle de 9, e do João Guilherme de 6. Casada com o Francismar dos Santos, há quase um ano, o casal vem chamando a atenção de quem passa pela avenida Geraldo Formiga do Nascimento, próximo aos condomínios Terra Nova e Moradas. Foi à sombra de uma árvore com um banquinho improvisado, uma garrafa com água e um carrinho de pedreiro, que os dois montaram o próprio negócio. Há dois meses, Máxima e Francismar estão comercializando alface no canteiro que divide as duas pistas da avenida. Dona de uma voz inconfundível, a comerciante oferece o produto: “ó a alface!”. Mas não é só uma abordagem comercial. Ela é dona de um sorriso largo, contagiante e carismático. Sorriso que desaparece quando a reportagem do Uberaba Popular fez a abordagem para ouvir a sua história. “Fico emocionada com isso”, revela, soltando o choro. “É pelos meus filhos e os do meu marido. É tudo por eles. Quero que eles tenham mais oportunidades que a gente”. Francismar também tem dois filhos. Ele é pedreiro, mas não tem “entrado muito serviço”, por isso, eles optaram por comprar alface e revender na rua, faça chuva ou sol. Muita chuva ou muito sol. Máxima é diarista e concilia a venda da alface com o trabalho de faxina. Apesar do aperto no orçamento, ela consegue ver um futuro melhor para as crianças. “Eu queria muito cantar. Tem uma patroa que fala que a minha voz é muito boa, mas já passou meu tempo. Agora, deixo pra Emanuelle que quer ser cantora. Não vejo a hora de as coisas melhorarem para ela poder ir pro Conservatório”. A família não tem casa própria.  Eles moram em um imóvel alugado no Recreio dos Bandeirantes, mas Máxima sonha com a casa própria. “Fiz minha inscrição na Cohagra. Tenho fé que ela vai sair pra garantir uma vida menos dura pros meninos”. O movimento no ponto comercial já é bom. A empreendedora garante que os clientes são bem-educados e devido ao movimento, o casal não pretende deixar o local. “O que aparece a gente enfrenta né? Não pode ter medo de serviço e nem vergonha de trabalhar. Com fé a gente chega onde quer”, resume. É Máxima, com fé, força de vontade e este sorriso, a gente acredita que você vai conquistar não só o futuro melhor para os filhos, que você tanto deseja, mas a vida feliz que você tanto merece.
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