24/02/2019 às 17h43min - Atualizada em 24/02/2019 às 18h00min

“O NOVO é a melhor opção para Uberaba e coloco o meu nome como postulante por ser também a melhor opção”, Daniel Angotti

Daniel Angotti Moisés Marques, uberabense, 35 anos, administrador, consultor empresarial, professor de graduação e pós-graduação, com MBA em Marketing pela Fundação Getúlio Vargas. Este é o perfil do postulante à pré-candidatura ao cargo majoritário em Uberaba nas eleições de 2020 pelo partido NOVO.

Em entrevista ao Uberaba Popular, Daniel falou do momento vivido pelo partido, dos números que a sigla precisará alcançar para lançar candidatos ao cargo do Executivo. Não poupou críticas à atual administração e ao Legislativo. Garante estar preparado para disputar as eleições municipais e, principalmente, para exercer o cargo.

O administrador aposta no bom senso dos eleitores para banir a velha política da história da cidade e que a postulação ganhou força com os 8.568 votos obtidos nas últimas eleições, como candidato a deputado estadual, no primeiro processo eleitoral político pelo qual passou.

Mesmo convicto quanto ao cargo pretendido, Angotti não descarta uma possível candidatura a vereador, caso não consiga que o seu nome seja aprovado no processo seletivo realizado internamente pelo NOVO.

Você colocará o seu nome à disposição para a disputa da Prefeitura de Uberaba? Primeiro, vamos esclarecer algumas coisas. O NOVO ainda não tem um diretório em Uberaba. Para solicitá-lo é preciso atingir o número de 150 filiados, atualmente, temos 135. Uberaba é cidade polo de mesorregião do Triângulo Sul, que contempla 29 municípios. Neste caso, Araxá, Frutal, Iturama e Uberaba. Estas quatro cidades são consideradas micros, e Uberaba, além de micro é considerada macrorregião destas outras 29 cidades. Não sabemos ainda se lançaremos candidatos a prefeito, a prefeito e vereador, somente vereador e em quais cidades. Nós estamos acreditando que Uberaba não ficará de fora deste processo. Então, atingindo o número mínimo de filiados iremos requisitar o diretório para aí sim começarmos os trabalhos de seleção dos pré-candidatos.

Dentro do partido, o seu nome já foi disponibilizado e como foi recebido? Aqui em Uberaba as nossas conversas têm sido boas em relação ao meu nome. Eu tenho essa aprovação os filiados e militantes do NOVO. Eles querem que eu participe da seleção interna. Então assim, o NOVO conseguindo o número de filiados, instalando o diretório na cidade, publicando o edital para seleção dos postulantes, vou participar do processo seletivo e espero que consiga ser o candidato, porque tenho condição,  sou a melhor opção, o NOVO é a melhor opção, estou preparado e quero ser prefeito de Uberaba.

[caption id="attachment_15517" align="alignleft" width="300"] "Eu tenho essa aprovação os filiados e militantes do NOVO. Eles querem que eu participe da seleção interna" | Foto: Uberaba Popular[/caption]

Isso é um projeto seu, que você realizaria em qualquer outra sigla, ou um projeto com o NOVO? Hoje eu visto a camisa do NOVO. Já fui filiado a outro partido e no momento em que ele deixou de representar as minhas ideias, o que eu acredito que é válido dentro da política, eu me desfiliei. Estou no NOVO porque ele é o partido que melhor me representa. Há divergências, claro, mas eu gostaria de ser candidato pelo NOVO. Se neste percurso isso deixar de acontecer, eu saio, procuro outro partido e darei continuidade às minhas pretensões políticas. Não vejo isso acontecendo agora, mas não descarto.

E se o NOVO não lançar candidato a prefeito? Aí eu tento como vereador. É pouco pra mim, parece petulância, mas é pouco, mas eu preciso participar do processo e começar a praticar a nova política na cidade que eu escolhi para morar. Nasci aqui, mas morei fora, poderia ter optado por permanecer em outros lugares, mas resolvi voltar e agora quero ajudar a minha cidade.

Por que você que é a melhor opção do seu partido e a melhor opção para o eleitor? A cidade não precisa de político, precisa de gestor. Eu tenho essa experiência, adquirida nas empresas onde trabalhei, no negócio da minha família, no meu jornal. Vai ser bom para a cidade quem souber administrar bem a máquina pública e, como administrador, inegavelmente, eu tenho essa experiência.

Você recusou um cargo no atual governo estadual para se dedicar à sua candidatura. Você já tem um planejamento de agora até 2020? Não fui nem convidado. Soltaram essa informação no jornal, mas ela não procede. Me inscrevi no processo seletivo para a Superintendência Regional de Ensino, o processo ainda está em andamento. Quanto ao planejamento, hoje a estrutura está totalmente focada no que falei sobre o diretório, então, a gente continua militando pelo partido, para que consiga alcançar os objetivos e só depois vamos trabalhar individualmente o planejamento e as estratégias das campanhas.

[caption id="attachment_15518" align="alignleft" width="300"] "É claro que, o NOVO lançando um candidato, o governador irá nos apoiar e isso ajudará muito sim" | Foto Uberaba Popular[/caption]

Você acredita que o fato de o Romeu Zema ser o atual governador ajudará o NOVO a eleger outros candidatos? A eleição do Zema foi uma surpresa. No primeiro turno, nós imaginávamos que ele lutaria com o Pimentel para ir ao segundo turno. Quando ele saiu à frente e foi para o segundo turno como favorito, aí sim, nós tivemos condição de avaliar o quanto as pessoas estão aptas às mudanças, o quanto elas querem uma nova política. É claro que, o NOVO lançando um candidato, o governador irá nos apoiar e isso ajudará muito sim, com alta possibilidade de eleger o candidato em Uberaba e outros municípios também.  

Mas este favoritismo não lhe pareceu ser, no primeiro momento, rejeição a outros políticos e partidos, neste caso, ao PT? Sim, claro! Teve muito isso, mas se você pegar o que é o Zema como empresário, e o que ele representa economicamente, ele será sempre a melhor opção, e as pessoas enxergaram isso nele também.

Você acredita que os eleitores uberabenses estão com esse elevado nível de insatisfação, ao ponto de rejeitar os candidatos e partidos que se apresentarão como opção ao governo municipal? Acredito. Não só os candidatos ao cargo de prefeito, mas de vereadores também. A população tem visto que nada tem sido feito e que o vem acontecendo prejudica mais do que beneficia. Os vereadores, a maioria não será reeleita porque votaram em pautas em prol do prefeito e contra a população. O eleitor já enxerga isso.

Na política uberabense, o que mais lhe desagrada? Tudo, principalmente esse loteamento da prefeitura em troca de favores e por interesses pessoais. O prefeito de Uberaba tem que colocar na cabeça que o interesse é coletivo, tem que favorecer a população e não os interesses dele. Esse é um dos grandes, senão o maior problema de Uberaba. Nós temos uma Câmara fraca. Inclusive eu coloquei isso na internet. Tá cheio de bundão lá na Câmara. Isso ficou claro neste processo do impeachment. O trabalho do vereador não é assistencialismo, é a fiscalização, e isso eu posso afirmar que pouquíssimos ou quase nenhum deles faz.

Quais serão as diretrizes da sua futura proposta de governo? Primeiro que eu não vou falar algo aqui para você que depois possa não estar na minha proposta. Como eu disse, estamos trabalhando pelo objetivo do partido ainda e não vou me contradizer lá na frente. Por enquanto, o que sei é que, caso eu consiga ser o candidato, consiga ser eleito, a política será praticada com transparência, seriedade e atendendo os interesses de Uberaba.

Tem surgido muitos grupos defendendo a nova política para Uberaba, inclusive com a possível candidatura de alguns membros. Existe a possibilidade de o NOVO conversar com estas pessoas e levá-las para o partido, para não ficar todo mundo brigando pelo o que parece ser o mesmo idealismo? Não. Até porque, a filiação no partido ela é bem rigorosa, tal como os processos seletivos. Estamos aceitando filiados, obviamente, mas a gente sabe interpretar quando é uma pessoa que quer, momentaneamente, se aproveitar do que o NOVO construiu e dos resultados, os últimos inclusive, que foram obtidos. Essa briga vai existir, Uberaba terá muitos candidatos e vencerá quem melhor representar realmente a mudança e a capacidade administrativa necessária.

O que é a Nova Política? E como praticá-la em Uberaba? É a transparência, é redução de pessoas dentro da prefeitura, não há necessidade de trabalhar com tanta gente, cortar radicalmente gastos desnecessários, administrar a máquina pública com seriedade. É bem simples, e dá para fazer. Em Uberaba, será preciso renovar quase que 100% das pessoas que atualmente trabalham na prefeitura que não sejam concursados. Primeiramente, escolher pessoas técnicas para exercer os cargos. Não haverá indicação nem de vereador, nem de empresário. Depois é gestão. É conduzir estas pessoas para que seja realizado o trabalho de acordo com a capacidade individual e, repito, que esteja condizente com o que for melhor para a cidade, sem barganhas políticas.

Uberaba é uma cidade muito difícil de abrir portas, com isso temos sempre os mesmos nomes na política local. Como você pretende furar esse tradicionalismo sem praticar a velha política, sabendo que será preciso fazer alianças com determinados grupos, se quiser ser eleito? O NOVO não fará alianças. Para eleição dos vereadores, não será mais permitido coligações e de prefeito a gente ainda não sabe, mas o fato é que vamos ter que eleger os nossos candidatos com esta proposta real e convicta de mudança de pensamento e de atitude. Esse é o trabalho que vamos ter de fazer ao longo da campanha.

Sem verba partidária, já que o NOVO não utiliza essa receita, você irá bancar a sua candidatura? Vou voltar com a vaquinha online. Na minha eleição a deputado, fiquei surpreso com as doações. Não só da vaquinha, mas de pessoas que me procuraram para me oferecer que fosse R$ 50,00 para ajudar na campanha.

A sua família apoia você neste projeto de ser prefeito? Inicialmente não. Quando lancei a minha candidatura ouvi muito: pra que isso, Daniel? Mas depois que, na primeira eleição, conquistei mais de 8 mil votos, eles agora estão bem favoráveis e me incentivam sim.

Repetindo a pergunta que o Ricardo Boechat fez ao João Amôedo, na eleição passada: “não é muito Pollyanna e muito literário esse discurso do NOVO”? Pode parecer utópico, mas volto no discurso da minha campanha para deputado. Fui motivo de chacota, quando as pessoas achavam que o NOVO não atingiria a cláusula de barreira. A resposta está aí. Elegemos o governador do segundo maior colégio eleitoral, 8 deputados estaduais e doze com o distrital, federais. Então são vinte parlamentares e já tínhamos 4 vereadores em capitais, só não elegemos em Curitiba. Na segunda eleição do NOVO o que parecia utópico, já é uma realidade de quem está se desenvolvendo. Temos um governador com ações reais, colocando aeronave à venda, acabando com a impressão do Diário Oficial para reduzir despesas, que reduziu o número de secretarias, que está dando transparência ao que ele faz com recurso público.  Parece muito diferente e, na prática, não é um sonho mais. Estamos vivendo uma realidade.

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