17/02/2019 às 19h26min - Atualizada em 17/02/2019 às 20h30min

"Se essa indignação não se refletir no voto de qualidade, vira massa de manobra", Edson Santana

O jornalista Edson Santana é o primeiro entrevistado do Uberaba Popular para o Especial Eleições 2020.

Com 40 anos, pai de duas filhas e casado com Ester Modesto, Santana já definiu o seu posicionamento nas próximas eleições: será candidato a prefeito pela segunda vez.

Insatisfeito com esta e outras administrações, o jornalista defende uma gestão simplificada. Garante que é possível reduzir o número de secretarias, acabar com nomeações e indicações políticas, assume que já está em campanha e que pretende firmar parcerias, mas, só depois definir um partido.

Com discurso acalorado de defesa dos interesses básicos da população, o pré-candidato critica severamente a fila eletrônica do Sistema Único de Saúde (SUS), vê a imprensa engessada e ameaçada por interesses políticos e cobra ações do sistema judiciário.

Você colocará o seu nome novamente à disposição para a disputa da Prefeitura de Uberaba? Qual o motivo? Coloquei. Na verdade, colocar o meu nome à disposição para disputar para prefeito vem de longa data. Me filiei em 2007 no PPS (Partido Popular Socialista) com este propósito. Queria conhecer o funcionamento da máquina. Nesta época, o partido não lançou ninguém para prefeito e em 2012 eu saí candidato. Na última eleição, apareci nas pesquisas entre os cinco pré-candidatos, mas depois de uma série de questões do partido, que não vou pontuar agora, me candidatei a vereador, com todos os problemas que a gente teve de coligação. Agora, coloquei de novo porque me identifico com a política e não concordo com o atual cenário. Falo isso desde 2012: não adianta fazermos campanha para mudar o Legislativo. O Legislativo não executa. Para que serve o Legislativo? Propor leis e fiscalizar. No final, não faz nenhuma das duas coisas.  Quando propõe alguma lei é inócua, acaba não defendendo os interesses da população. Em outras vezes, acaba complicando a vida do cidadão, e se omite enquanto órgão fiscalizador. Acho que a população está percebendo que o que muda realmente, quem tem poder de provocar mudanças, é o Executivo. Temos como exemplo, o Bolsonaro e o próprio Governo de Minas.

[caption id="attachment_15444" align="alignright" width="350"] Já que falta alguém com perfil de consistência em relação às propostas para romper este ciclo e que não tenha ligação familiar e econômica com o grupo que sempre dominou a cidade, vou eu mesmo.[/caption]

O que faz de você uma boa opção ou a opção dos eleitores? O que a última eleição deixa pra gente? Que a população acordou. Que a população quer renovação, mas quer alguém que também tenha consistência. Eu enxergo que aqui em Uberaba, se ninguém se manifestar neste sentido, nós vamos ter os mesmos nomes que sempre dominaram a política da cidade. Aqui nós temos o candidato A e o candidato B. O candidato B é uma oscilação do projeto do candidato A. O grupo político, o viés ideológico, são os mesmos. A gente vai ver, pelo que está se costurando aí, a mesma realidade se repetindo nas eleições de 2020. Já que falta alguém com perfil de consistência em relação às propostas para romper este ciclo e que não tenha ligação familiar e econômica com o grupo que sempre dominou a cidade, vou eu mesmo.

Você se acha suficientemente consistente? Eu não venho de uma família tradicional de Uberaba, nem de uma classe econômica tradicional. Sou um trabalhador como outro qualquer. O que eu tenho? A facilidade de lidar com a palavra. A consistência política foi o que eu aprendi nos meus 20 anos de jornalismo e o que aprendo desde 2007, militando partidariamente. Eu conheço a máquina como a maioria de quem está na área da comunicação, por fora e por dentro. Consigo distinguir o que é bom e pode ser usado da velha política, daquilo que nos levará ao mesmo caminho de sempre. O caminho da corrupção, do desperdício, dos conchavos políticos. É essa a mensagem que eu venho trazendo desde 2012.

E por qual partido você vai defender a sua mensagem? Não tenho partido político. A iniciativa será, única e exclusivamente, minha. Na última eleição, eu trabalhei muito dentro de partido. Aí chega no final, tem todas as situações de interferências das executivas, federal, estadual, regional, e a última palavra é a do pretenso, do pré-candidato. Eu não quero mais depender disso. Pode ser que as pessoas tenham uma visão de egocentrismo da minha parte, mas olha, eu gostaria de ter a oportunidade de ser prefeito de Uberaba.

Como seria sua administração, tendo esta oportunidade? Uma administração simples. Que não complique a vida do cidadão, já está de bom tamanho. Que esteja voltada para o interesse do uberabense e que esteja antenada e aberta às questões macros. O resto virá a reboque. O primordial em uma cidade é, primeiro, segurança. Em 2012, eu defendi uma coisa que o governo está patinando até hoje, que é armar a Guarda Municipal. Na época eu fui chamado de louco. Tem que ter a base bem montada, ao que compete o município, em relação à saúde e educação. Se estes três fatores vão bem e você tem um município caminhando bem na economia, o resto vai bem.

[caption id="attachment_15445" align="alignleft" width="350"] Uberaba está há 10, 12 anos falando em Planta de Amônia, Aeroporto Internacional, ZPE, elegendo muita gente com este discurso, mas o que é o básico para a cidade?[/caption]

E o que são estas questões macros? Questão econômica. Uberaba tem uma economia muito fechada. Vou dar um exemplo que para mim foi um dos grandes golpes na economia da cidade. Uberaba está há 10, 12 anos falando em Planta de Amônia, Aeroporto Internacional, ZPE, elegendo muita gente com este discurso, mas o que é o básico para a cidade? Uma ligação com a sua capital duplicada. Nós temos? Não temos. Temos uma cidade famosa mundo a fora por ter o gado zebu. Nós temos um frigorífico? Tem em Uberaba uma indústria da moda em cima da marca Zebu? A gente compra de fora. Uberaba é referência na produção de soja, milho. Temos um dos maiores produtores de batata e cenoura do Brasil e nós não industrializamos nada disso. Aí você discute isso com as lideranças, até debati, não convém falar o nome, mas que me disse que milho só serve para ração. Precisamos abrir a cidade sem depender de investidores da China. Vamos conversar com quem tem capital de investimento. Tivemos a Companhia Têxtil, com investimento local. Tivemos a fábrica de doces Zebu, Coopervale.  O que falta? O poder público ser protagonista. Chamar essas pessoas, que às vezes investem fora de Uberaba por insegurança, desde jurídica à política.

Como você tem articulado a sua possível candidatura? Tenho conversado com algumas pessoas que eu entendo que tenha esse perfil de independência familiar. Já que a prefeitura, ao longo das últimas duas décadas, passa na mão de duas famílias. Pessoas que tenham interesse de dedicar quatro anos para a cidade. Não “tô” indo para a prefeitura para fazer negócio, para criar uma situação de poder e ter o viés econômico da minha família. Basta fazer uma pesquisa para ver quem são os protagonistas da política local e os negócios que eles têm na cidade, que a gente enxerga isso.

E se os partidos não entenderem a sua proposta? Talvez esse seja o grande desafio. Estou surpreso com o entusiasmo das pessoas com quem venho falando. Em 2012 era um discurso assim: você não tem experiência, é muito novo, por que não tenta para vereador? Aquele preconceito com conservadorismo que a cidade mantém. O meu entrave hoje é encontrar um partido que compre a causa. Se não tiver, lamentavelmente, ficaremos no jogo político que Uberaba sempre viu.

As redes sociais ganharam peso político nas últimas eleições e os uberabenses entenderam isso. Temos visto vários grupos que pregam essa renovação. Você tem falado com estes grupos e ouvido as reivindicações? Com quem tenho contato já tenho conversado. Agora, se essa indignação da rede social não se refletir no voto de qualidade, vira massa de manobra. Por exemplo, hoje tem um problema na saúde, todo mundo fica indignado. Amanhã ou depois os influenciadores digitais dizem o seguinte: Uberaba zerou a fila eletrônica, abriu um hospital regional...Acabou a indignação e estas pessoas indignadas viram massa de manobra dos mesmos grupos que estão aí. Então, eu espero que as pessoas que se manifestam na internet, além da indignação, que elas tenham realmente consciência política para entender o que vem acontecendo na nossa cidade e o que perdura há tanto tempo. Passamos três anos e meio comendo o pão que o diabo amassou e durante quatro, seis meses de eleição vivendo o céu, comendo pão de mel.

A gente tem conhecimento de alguns fatos que, lamentavelmente, ocorrem na imprensa uberabense. Há casos de represálias a quem anda em desacordo com a administração pública. Isso limita alguns profissionais. Você continua como âncora do Jornal da Sete, na Sete Colinas, como você lida com isso? Primeiro vamos falar do jornalismo. O jornalismo no Brasil não é independente. Sou funcionário da Sete Colinas como qualquer outro e tenho que trabalhar como qualquer outra pessoa. Vou cumprir o que a empresa onde  trabalho exige.

[caption id="attachment_15446" align="alignright" width="350"] Aqui é um tal de ameaçar processar jornalista. Como um jornalista, como você e eu, e com os ganhos que a gente tem, consegue ter um staff deste trabalhando por nós?[/caption]

Mas a sua autonomia diminuiu. Em 2012 você parecia mais livre. Como será agora? Diminuiu. A imprensa, principalmente de rádio, que é uma concessão federal, tem a questão ética e de limites que a própria administração impõe. Sem contar nas questões políticas que, em Uberaba, pesa ainda mais. Uma coisa que muita gente tem medo de falar é sobre a pressão jurídica. Aqui é um tal de ameaçar processar jornalista. Engraçado isso. Não ameaçam a empresa, ameaçam o jornalista. É um tal de notificação extrajudicial que às vezes não passam nem pelo foro judiciário, mas o jornalista recebe a notificação. E quem tem que responder? O jornalista ou um advogado? Se aquilo ali virar um processo, você precisa estar amparado tecnicamente. E aí? Como um jornalista, como você e eu, e com os ganhos que a gente tem, consegue ter um staff deste trabalhando por nós? Aí as pessoas querem comparar a gente ao Datena, a um Ricardo Boechat. Eles têm um departamento jurídico por trás. Eles não perdem tempo nem de assinar a notificação. A nossa realidade é outra, mas as pessoas precisam tomar conhecimento disso porque trava demais a cidade e faz com que a nossa imprensa, de um modo geral, não se modernize.

Você acha que vai precisar se desvincular da rádio, antecipadamente, para conduzir as suas negociações e, posteriormente, a campanha? Por força de lei preciso me desvincular quase seis meses antes e não descarto a possibilidade de sair antes.

Para poder agredir? Não acho que seja agredir. Acho que não preciso ir para o embate com o atual governo porque está escancarado todos os problemas da administração. Eu penso que estou num momento que eu quero ser mais propositivo. Como eu disse, a atual administração tem vários problemas. Hoje, estou batendo na tecla da iluminação pública. Como pode ser gasto R$ 800 milhões para trocar 49 mil lâmpadas em Uberaba? Eu tinha pensando até em torno de R$ 2 mil por cada, mas descobri que dá pra fazer por muito menos. Conversei com um empresário que fez uma proposta para efetivar a troca destas lâmpadas, que rende uma economia de 40 a 60% e que trará melhoria na qualidade da iluminação, por um custo infinitamente menor, ficando em torno de R$ 50 milhões. E por que não realizar esse trabalho com a própria equipe da prefeitura? Já tivemos as frentes de trabalho e o município acabou com elas para terceirizar. Não sou contra a terceirização de alguns serviços, mas tem coisas que você consegue fazer com a mão de obra da prefeitura com um custo muito menor. Temos uma prefeitura inchadíssima e contratamos terceiros ainda. A lógica seria contratar na iniciativa privada e ter uma administração menos inchada.

Então, na sua cabeça, o Governo está depondo contra ele mesmo, o eleitor tem consciência disso e saberá usar isso na urna? Aí a gente volta no que te falei da internet. Estou confiante na capacidade das pessoas, não apenas de se indignar agora, mas de transformar isso num voto consciente. E isso é  o que me motiva a colocar o meu nome à disposição no processo como pré-candidato.

Como eleitor, o que mais te incomoda na cidade? O interesse pessoal e corporativo sobre o interesse público.

Explica isso, por favor. Lembra quando eu mencionei que Uberaba tem famílias que vem, há algum tempo, dividindo o poder? Sendo prático. Por que Uberaba tem só uma empresa que recolhe e trata o lixo da cidade? Precisa responder? Você contrata o advogado para me defender? (risos). O entulho vai para uma única empresa habilitada para prestar esse serviço na cidade, ou seja, não tem protecionismo nisso? É mera coincidência? Você tem outro empresário que tem predisposição para prestar este serviço? Tem e não conseguiu. Se for para outros setores, você verifica isso também. Basta pegar o Porta-Voz que você vai ver que, constantemente, elas estão vencendo pregão em licitação com a prefeitura. Por que? Eu acredito que o cidadão que está refletindo sobre a sua escolha de voto, tem que considerar isso.

[caption id="attachment_15448" align="alignleft" width="223"] Codau promover festival de inverno em Peirópolis com Codau Cultural? O que de cultural efetivamente tem nisso? O cara que realmente faz arte não tem um apoio sequer.[/caption]

Como você enxerga a autonomia que a Codau tem hoje na cidade? O caixa forte da prefeitura é a Codau. Todo mundo sabe disso. Sempre foi e há muito tempo. Questionei nas redes sociais e não vi um vereador abordar isso, nem o judiciário entrar nisso. Por que a Codau está asfaltando as ruas da cidade? Legalmente, ela pode fazer isso? A prioridade é fornecer água, recolher e tratar o esgoto, O recurso oriundo desta prestação de serviço deve ser investido em melhorias no setor de saneamento. Asfalto é saneamento? Ah, mas é porque a Codau quebrou o asfalto e assim vai. Aí muitos músicos vão brigar comigo, mas se a gente tá querendo passar a política a limpo, precisamos pensar acima dos interesses individuais. Codau promover festival de inverno em Peirópolis com Codau Cultural? Ah, mas tem uma compensação, enfim, dão diversas explicações. Compensa na conta de água. Reduz a tarifa e atende todo mundo, inclusive o músico. O que de cultural efetivamente tem nisso? O cara que realmente faz arte não tem um apoio sequer, mas patrocinam um evento, pago com o nosso dinheiro, para ouvir música comercial. Inviabilizando o movimento de um bar que tenta sobreviver e que tem como atrativo a música ao vivo. E aí? São coisas pequenas, mas que você vai somando e, no final, complica.

Você questionou isso? Questionei. Ninguém respondeu, mas questionar é fácil questionar e não obter resposta é mais fácil ainda. Agora, quem deveria ter tomado posicionamento? A Câmara dos Vereadores e, eu acredito, o próprio judiciário. O fato de alguém ter postado já era motivo para que o judiciário estivesse atento. Não esperar alguém ir lá e formalizar uma denúncia. Eu formulei uma denúncia ao judiciário uma vez aqui na cidade e me decepcionei muito. Voltando à autonomia da Codau, tá na cara que é uma articulação política e vai exercer uma função importante nas eleições de 2020. Se não sair de lá o candidato, a indicação será patrocinada por lá.

Destas parcerias que você tem buscado, quais são os perfis? Você filtra pela idoneidade, já que o eleitor tem se mantido atento a quem este ou aquele candidato está se aliando? Não vou adiantar nomes porque não pedi licença ainda. A minha ideia é, se a gente conseguir dar corpo a este projeto e levá-lo adiante, reunir gente interessada em modificar a política local. Com disponibilidade e disposição de trabalhar por Uberaba nos próximos anos. Eu brinco que preciso de 12 apóstolos. Não precisa mais que isso. E, de novo, sem vínculos com as administrações que detém o poder da cidade há tanto tempo. Na prefeitura você tem assessor especial de gabinete, eu não preciso. Essas pessoas têm status e salário de secretário. Uma coisa que eu questiono dede 2012, por que tem que existir um cargo de subsecretário? Ah, porque na ausência do secretário...Hoje, a internet facilita tudo, você faz reunião por vídeo. Nada impede que o secretário esteja ativo na secretária mesmo de longe.  Um exemplo de que estes cargos devam ser cortados. Cortaram os ônibus dos estudantes da zona rural, Capelinha e Ponte Alta. Eu mesmo fui beneficiado com eles,. O custo de cada um é de R$ 20 mil. Não vou nem questionar esse custo. Acho que deve ser um ônibus muito bom, bom demais (risos). Mas se cortar de três a quatro cargos do alto escalão, você paga isso sem precisar prejudicar ninguém. Simples. O que é mais importante, proporcionar uma vida mais digna a estes estudantes que moram e trabalham na roça ou manter cargos?

Uma das áreas mais criticadas e que tem mais peso na escolha do voto, é a saúde. Como melhorar o atendimento em Uberaba? Para mim, o menos é mais. É preciso simplificar. Tem a fila eletrônica que o funcionário precisa de um computador para sentar, jogar o nome do paciente, colocar o número do telefone e depois ligar para falar o dia do exame. Não é tão mais simples verificar que doutor fulano de tal atende “X” pacientes por dia, e hoje ele tem “X”, amanhã mais “X”, e perguntar se o paciente pode voltar no tal dia e horário? Pronto. Para que complicar?

[caption id="attachment_15443" align="alignleft" width="350"] Para governar como se governa hoje, continua a turma que está. Eles têm muito mais experiência para manter este modelo de administração com acordos políticos.[/caption]

Então, você é contra a fila eletrônica? Sou contra. O agendamento tem que ser presencial. O que justifica? Não precisa ficar comprando sistema caríssimo para fazer isso.

Não é um retrocesso? Não. A fila não funciona como facilitador do atendimento. Quando o sistema demanda a consulta, você pega o telefone do paciente, que é uma senhorinha. Vou dar o exemplo dos meus pais que moram na roça, mal sabem atender o celular e mal sabem o número do celular deles. Um mês depois chega a vez da dona Maria na fila. Eles vão ligar para a dona Maria. Só que ela não vai atender o telefone, porque ela tá tratando das galinhas. É um exemplo drástico, mas que acontece. Acontece de perder o telefone e mudar o número. Por que, quando a dona Maria estava precisando do exame, alguém já não tenha condição de dizer para ela que dia tal em tal horário é o exame dela? A gente sabe o motivo. Porque escancara uma deficiência no sistema público de saúde, que resulta em tentar vencer o cidadão pelo cansaço. Se este paciente for atendido no tempo correto, vai encarecer o sistema municipal. Se ele tiver muito mal, vai cair em uma UPA e ser transferido para o Hospital Escola. Aí pronto, problema do governo federal.

Se a eleição fosse hoje, o que você diria para o eleitor? Se o eleitor quer mudança precisa atentar a estas questões que falamos aqui. Acho difícil eu ser eleito com este discurso se não houver consciência do eleitor, mas também não colocaria meu nome se fosse para ser diferente disso. Eu sei que o desafio é difícil, mas é nisso que eu acredito: na mudança da mentalidade e da conduta. Para governar como se governa hoje, continua a turma que está. Eles têm muito mais experiência para manter este modelo de administração com acordos políticos. Se o eleitor quiser manter isso, espere o Paulo Piau definir o candidato dele e votem nele. Como eu disse, eles têm muito mais experiência e, certamente, manterão Uberaba desse jeito.

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