11/07/2017 às 13h39min - Atualizada em 11/07/2017 às 13h39min

Varais solidários se multiplicam pela cidade e aquecem quem tem frio

O inverno chegou e trouxe com ele as baixas temperaturas. Para ajudar a aquecer quem tem frio, mas não tem roupas para suportar a estação mais gelada do ano, uma nova modalidade solidária está se espalhando por Uberaba. É o varal solidário!

Quem passa pela avenida Prudente de Morais, no bairro Abadia, vê roupas penduradas no portão  de uma floricultura. Elas não estão secando, muito menos estão à venda. É mesmo um varal e o objetivo é deixar as peças totalmente a disposição de quem precisa.

O empresário Márcio José de Sousa conta que a mulher viu um varal solidário em uma das ruas da cidade e quis fazer igual. “Nós achamos interessante e ao mesmo tempo muito especial esse jeito de oferecer ajuda, aquecer quem está na rua e não tem um agasalho”.

O aposentado Francisco Rezende  passou pelo varal, gostou da ideia e resolveu separar dois cobertores que estavam sobrando. “É o mínimo que podemos fazer para ajudar”.

Reconhecer a situação delicada de uma pessoa ou de um grupo e ajudar quem está desamparado. Esse é apenas um dos conceitos de solidariedade. Iniciativas assim, que não precisam de uma grande estrutura e nem dependem de uma logística complicada de distribuição, estão se espalhando pela cidade.

Na região da praça Estevão Pucci, no bairro Fabrício, o varal solidário fica na rua Alvares Cabral. Aliás, foi de lá que o empresário Márcio e a esposa copiaram a ideia do varal solidário.

A tatuadora Marcelly Correa e o músico Marcelo Lima separam as peças e vão deixando na porta da casa. “A regra é simples: roupas de frio, cobertores, calçados, tudo em bom estado para que outras pessoas possam também usufruir das pessoas”, explica Marcelo.

O casal  quer que a solidariedade se multiplique no inverno. “Não é uma ideia nossa, existe no Brasil inteiro e isso que pretendemos, passar adiante, que mais pessoas se inspirem em ajudar ; tem bastante gente trazendo e vamos espalhar para outros lugares”, conta Marcelly.

A serviços gerais Geni Francisca ficou surpresa com a simplicidade e a grandeza do ato do casal. Seo Antônio Carneiro apareceu tímido, segurando um cachorro amarrado por uma corda. Era Pitoco, seu fiel companheiro. O idoso deu uma passadinha pelo varal e gostou de uma jaqueta, mas não serviu. Minutos depois, resolveu voltar e encontrou um agasalho do tamanho ideal para espantar o frio!

Se é pendurado ou não, o que vale é a boa ação e a vontade de ajudar que mobiliza um bairro, uma comunidade.

Solidariedade que é plural, mas as vezes começa no singular. A dona de casa Marilena Ghizzoni vai doar roupas, calçados e mantas em bom estado para aquecer quem não pode comprar! “Se temos em casa e não estamos usando precisamos doar, faz bem para quem ajuda e para quem precisa”.


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