05/07/2017 às 23h05min - Atualizada em 05/07/2017 às 23h05min

Nome e telefone de empresária vão parar em site de prostituição

A empresária uberabense tem em 48 anos. A exposição negativa, por causa de dados pessoais divulgados em um site de prostituição, é o principal motivo que faz a vítima preferir não revelar a identidade. “ Fiz um anúncio em um site de vendas de filhotes de cachorro e divulguei meu telefone para contato; depois disso comecei a receber várias ligações de homens interessados em contratar um programa sexual”, explica a empresária.

O nome e o telefone da empresária estão na internet vinculados há vários anúncios pornográficos. Em um dos anúncios ainda há supostos valores cobrados pelo programa: R$ 65 por uma hora ou R$ 80 por duas horas.

Emocionalmente abalada, a mulher tem tido vários problemas. “Recebo ligações até durante a madrugada, minha família está incomodada e não posso mudar meu número devido ao meu trabalho com vendas, tenho muitos clientes”, explica.

Na tentativa de resolver a situação, no último dia 2 de junho, a empresária registrou um boletim de ocorrência. Crime cibernético é um termo utilizado para se referir a um crime usando a rede de computadores como ferramenta de ataque.

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Delegado Luiz Antônio Blanco[/caption]

O delegado de polícia Luiz Antônio Blanco lembra que Uberaba não possui uma delegacia especializada em crimes eletrônicos, mas as investigações ficam sob a responsabilidade de cada delegado responsável pela área de atuação.

“A polícia civil faz um alerta sobre o risco da exposição de dados pessoais como endereço e telefone nas redes sociais, o que pode facilitar  a ocorrência de crimes eletrônicos, não só como a difamação, mas estelionato entre outros; há pena prevista para esses crimes, mas o melhor é se resguardar para evitar problemas no futuro”, finaliza o delegado.


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