21/06/2017 às 08h54min - Atualizada em 21/06/2017 às 08h54min

Mais uma dessas crônicas de inverno

O relógio é minha fiel companhia, na parede e no pulso. Passa da 1 da manhã, já é inverno no hemisfério sul.  Tarde demais para derreter o gelo que você deixou no meu coração. Cedo demais para usar sua habilidade com palavras sempre no momento certo e oportuno.

Queria eu, nesse frio, ter a mesma alegria e intensidade que se tornaram suas aliadas, nesta que, já chamamos de relação. Mas me lembrei que sua instabilidade emocional destruiu todas as minhas expectativas naquela noite de verão. Eu já quis mandar um buquê de flores rosas e amarelas, quis te dar um banho com cravos e lavandas. Passou.

Passei a caminhar pelas avenidas prestando atenção nas luzes dos faróis dos carros, dos bares, das janelas dos apartamentos, do céu com suas poucas estrelas e sua imensidão da lua. Assim como ela, as minhas fases são facetas de uma mulher que ama grande e que espera amor, na mesma proporção. Bobagem!

Quanta besteira perder noites de sono pensando em um bom presente para celebrar a vida.

A vida como ela é, por si apenas, já é uma comemoração.

E eu não preciso de convidados, nenhum luxo. Já joguei os convites no lixo e queimei.

Agora só preciso de um bom agasalho e de um chá bem quente para aliviar as dores que as baixas temperaturas e o alto nível de indiferença deixaram no meu corpo. Um solitário corpo, a vagar por essas linhas, onde as palavras dançam música lenta à espera da nova estação.

 
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