19/06/2017 às 21h35min - Atualizada em 05/09/2018 às 16h17min

Biblioteca comemora 5 anos e celebra transformação social na região do Boa Vista

 O que há de especial em uma biblioteca pública?

A resposta está num velho clichê. O que torna algo especial é a forma como o indivíduo enxerga, a maneira como ele usufrui do espaço ou do bem.

E é por conta desse e de outros motivos que a biblioteca pública Professor Antônio Bernardes Neto, instalada dentro do Centro Municipal de Educação Avançada, no bairro Boa Vista está transformando a realidade social de uma comunidade. Alunos estão criando gosto pela leitura e já tem bons exemplos para serem passados a diante. No mês em que a biblioteca completa cinco anos, os funcionários  comemoram os impactos positivos na rotina de jovens e crianças da região. Com um acervo de aproximadamente 2.500 livros, o local abre portas para educação por meio da leitura. De janeiro para cá, os 324 usuários cadastrados já emprestaram mais de 360 obras literárias. “Não se concebe educação sem livros, sem espaço de reflexão, de cultura; temos a obrigação de ser um lugar irradiador de alegria, de conhecimento e quem frequenta o Cemea precisa entender que existe outra possibilidade, que ler é atitude individual, mas que aqui, o livro está ao alcance de todos”, diz Ivanilda Barbosa, diretora do espaço de leitura.

Para ler um bom livro, qualquer lugar é válido. É o que pensa a auxiliar administrativo Renise Oliveira Garcês, que junto ao pequeno Nícolas, se acomoda em um dos bancos e cumprem juntos uma missão que os dois se propuseram: expandir conhecimento. “A biblioteca mudou tudo para nós, eu faço questão de trazer o Nícolas todo dia para ler, para fazer a lição de casa, eu quero incentivar ele a ler cada vez mais porque sei que os livros vão capacitar ele”.

 O professor de geografia Luiz Custódio da Silva trouxe os alunos para uma visita ao universo dos livros. Para o mestre, trata-se de uma estratégia para que meninos e meninas possam tocar as capas, sentir o perfume das páginas e ampliar o vocabulário com novas palavras.

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João Lucas Petroli, 12 anos, entendeu que o professor queria que se sentissem tocados pelas histórias[/caption]

João Lucas Petroli, 12 anos, entendeu que o professor queria que se sentissem tocados pelas histórias e até fez os cálculos de quanto tempo precisa deixar de lado o celular, para apreciar o papel. “Precisamos esquecer um pouco o celular, as redes sociais e agarrar um livro pelo menos umas quatro horas por dia”.

Para a estudante Ketelyn Cristina Resende, 15 anos, ler é como aceitar um desafio, por isso ela está começando pelas obras de Maurício de Souza. O prazer em ler os gibis ajuda a apreciar a leitura.

A facilidade com  que Kauã Victor, 12 anos, passeia pelas palavras, com leitura firme, dicção clara e narrativa pontual, tem uma explicação. O menino cresceu ouvindo a avó contar estórias e foi se interessando cada vez mais. “Vovó trabalhava numa creche e me levava com ela para o trabalho, lá me contava um monte de histórias e fazia com que eu lesse para os menores. Na sala da casa dela tem uma estante cheia de livros, eu sempre pedia para ler um e aí comecei a gostar; sempre peço para minha mãe comprar livros, são meus presentes favoritos”, contou.

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