19/06/2017 às 20h59min - Atualizada em 19/06/2017 às 20h59min

Mostra de artes visuais convida público a reflexão moral e apreciação da cultura

Para essa edição, a Mostra de Artes Visuais do Sesc, o Serviço Social do Comércio, traz cerâmicas, desenhos e fotografias.

Os artistas convidados são membros da Vila Barroló, uma comunidade rural, em Conceição das Alagoas.

O barro presente em todos os cantos da mostra é uma desconstrução. As peças são de uma força artística impregnada de sutis detalhes que enchem os olhos. O responsável pelas cerâmicas é Antonio Cleofaz, o Cleo, que imprime no barro um estilo próprio e oferece ao público autenticidade.

O lugar onde a mostra é realizada tem tudo a ver com a memória afetiva do artista. Em1985, quando iniciou a carreira, Cleo usava o espaço, onde funcionava uma antiga fábrica de telhas. Como ainda não tinha um forno, usava emprestado o da fábrica para secar as peças, e aí elas ganhavam vida. “Essa é uma mostra que faz uma síntese do estilo que desenvolvi desde o início, em 85. Eram peças lisas e fui agregando detalhes e materiais, fazendo diversos tons com barros diferentes, sempre experimentando. Ao longo desse tempo criei um estilo facilmente identificável, nossa proposta sempre foi de peças maiores, mas o mercado tem exigido peças menores, para facilitar o transporte” conta o artista.

Na mostra que traz ao público todas as faces de um negócio familiar, que envolve os 15 filhos do artesão Cleofaz, também há presença do desenho. Vitória Bezerra é aspirante no universo dos traços e revela que prefere o simples, observando o cotidiano. “Gosto de colocar no papel aquilo que as pessoas normalmente não notam no dia a dia. O que me atrai é o que há de bonito na simplicidade”.

A jovem, foi inspirada pela artista israelense Maayan Foguel, convidada para expor trabalhos na mostra.

Além de desenhos e fotografias, o público pode ver de perto uma instalação, que é uma manifestação de arte contemporânea, criada pelos irmãos Pedro Bezerra e Ester Braga. A obra pretende provocar uma autorreflexão sobre o progresso desenfreado e degradação ambiental.

“Quando as pessoas virem a retratação de pequenos túmulos com espelhos, vai analisar a situação de desolamento e perda. É inevitável não basear o nosso trabalho em causas que acreditamos, porque no ambiente que estamos nos gera essa visão; como moradora rural, não poderia me calar e a única arma que encontro para falar disso é através da arte, sou muito pequena diante de um problema tão grande”, finaliza Ester.

A visitação gratuita na Mostra de Artes Visuais do Sesc acontece no prédio da praça Estevão Pucci, no bairro Fabrício, de segunda a sexta-feira das 9h às 11h e das 14h às 17h. Mais informações podem ser obtidas no telefone 2103-9221.

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