21/09/2016 às 23h33min - Atualizada em 21/09/2016 às 23h33min

No dia da árvore, espécies grandiosas ainda sobrevivem apesar da destruição

Não é porque o calendário marcou 21 de setembro. Todos os dias o comerciante Joaquim Guilherme Araújo atravessa a avenida da Saudade até o canteiro central com um balde na mão. Apaixonado por árvores, ele faz questão de cuidar para que elas cresçam saudáveis. Uma das mudas quase morreu, mas foi salva graças a boa vontade do comerciante.  “Tínhamos plantado e um ano depois alguém quebrou o galho, tentamos fazer uma espécie de curativo com plástico e ela firmou; hoje é uma árvore grande e bonita, mostrando que a mãe natureza é forte”, contou orgulhoso.

Elas dão sombra, flores, frutos, ar fresco. São abrigo e ponto de parada para alguns animais. Em Uberaba, a Mata do Ipê é uma espécie de santuário delas. Quem visita o parque ecológico pode apreciar espécies como o Pau Rei, nativa também da região norte e mata atlântica, a árvore pode chegar até 50 metros de altura. Por isso recebeu esse nome de realeza, por se destacar em meio ás outras.
paulo-cesar-franco-biologo

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De acordo com o biólogo Paulo César Franco, árvores que hoje, muitas vezes são desprezadas, antigamente valiam tanto, que eram trocadas como presentes. Segundo o biólogo os reis já tinham tanta riqueza, que trocavam árvores na hora de presentear um ao outro e isso fez com que novas espécies fossem disseminadas em países, como o Brasil. É o caso da Figueira, que veio da Ásia. Ela tem o tronco firme, as raízes expostas parecendo tábuas e as folhas bem verdes. A copa lá em cima alcança até 30 metros de altura. A árvore faz um papel importante no meio ambiente, mas tem gente por aí fazendo um papelão e destruindo o que demora anos para amadurecer. “Muitas pessoas acham romântico gravar o nome na árvore, mas não é, é vandalismo! Além de ser ecologicamente incorreto e é crime. Quem for pego fazendo isso pode ser penalizado e até pagar multa”, esclareceu o biólogo. Fonte de sobrevivência, elas têm até um dia especial, mas precisam mesmo de mais cuidado, para que no futuro, outras gerações possam sentir os efeitos positivos que a presença delas trazem e não as consequências de uma ausência cada vez mais anunciada.
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